Segunda carreira

18 09 2022
Dá pra “jogar nas duas”?

Quem me conhece sabe que gosto muito de tecnologia, sempre trabalhei com isso, desde a adolescência quando prestei o “vestibulinho” e fui cursar Técnico em Eletrônica na ETESP (hoje também conhecida como ETEC São Paulo), e depois Engenharia de Computação na Unicamp, já há bastante tempo tenho estado à volta com números, fórmulas, computadores, tecnologia, brinquedos tecnológicos, antenado com o que havia de novidades, etc. E tive a felicidade de conseguir trabalhar com tecnologia, sempre. Alguém já disse: “Escolhe um trabalho de que gostes e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.”, acho que a maior parte da minha trajetória profissional passa por aí, felizmente…

Há bastante tempo que me interesso por Finanças Pessoais, Educação Financeira e Investimentos. Até escrevi um post a respeito há algum tempo atrás. Desde que comecei a receber meu primeiro salário que busco conhecer cada vez mais a respeito, e nos últimos anos fui me aprofundando e estudando, por interesse pessoal e porque meu interesse no assunto só aumentava. No ano passado, durante o curso de pós graduação em Gestão de Negócios na FDC, fui pensando que a questão de educação financeira poderia ser uma segunda carreira, pois era algo de que eu gostava bastante e que as pessoas em geral, amigos, familiares, vinham até mim para falar sobre isso, pedir opiniões, perguntar coisas a respeito. Sempre considerei a função de transmitir conhecimento, seja como professor, instrutor, mentor, qualquer que seja o nome, como sendo de uma responsabilidade enorme, e da qual se exige uma doação também enorme. Por isso sempre respeitei e admirei as pessoas que se dedicam a isso, e se em algum momento eu fosse fazer isso, também deveria fazer com o máximo de dedicação possível. Fui então procurar uma formação que me capacitasse a desenvolver um trabalho nesse sentido. Encontrei a formação de mentores oferecida pelo Eduardo Moreira, cuja filosofia de levar o conhecimento em finanças e a educação financeira tinha muito a ver com o que eu gostaria de fazer.

Acredito que a Educação Financeira é algo que deveria estar presente na formação educacional formal e obrigatória, pois é uma das coisas imprescindíveis para que uma pessoa seja capaz de exercer a sua cidadania da maneira mais plena possível. E eu gostaria de poder contribuir para que pessoas possam ter acesso a esse conhecimento, que parece tão distante e inalcançável para um número grande de pessoas no país atualmente. Seja com uma mentoria ou palestra, pagas ou pro bono, espero poder auxiliar pessoas no sentido de poderem aproveitar mais da vida fazendo uso da Educação Financeira e dos Investimentos.

Tendo terminado a formação completa, estando capacitado técnica e pedagogicamente, iniciei a caminhada de mentor financeiro, iniciando e divulgando o trabalho que me dá muito prazer, muito mais por realização pessoal do que qualquer outra coisa. E conciliando com a carreira na área de tecnologia, à qual não pretendo deixar de me dedicar nem um pouco. Buscando o equilíbrio entre as duas, e aproveitando de sinergias entre elas, vou seguindo… Ficou curioso(a) a respeito? Dê uma olhada no meu Portal de Mentoria e entre em contato se tiver interesse…





Educação Financeira

19 09 2021
imagem daqui

Aí está uma assunto que acho extremamente interessante, e cuja importância eu acho que grande parte das pessoas subestima, em especial em se tratando de brasileiros. Penso que há no brasileiro em geral uma questão cultural forte, mas também questões das gerações anteriores que se acostumaram ao longo do tempo com uma instabilidade econômica que não permitia muito pensar em educação financeira, em finanças pessoais, planejamento financeiro, etc. Convivi na infância com um período de hiperinflação, onde os preços costumavam subir diariamente, algo impensável para quem nasceu de 1990 pra cá…

A educação financeira é mais do que apenas saber economizar o dinheiro. É uma questão mais ampla, que na minha opinião deveria inclusive ser ensinada a todos, na escola. Consiste em práticas que tem o objetivo de lhe trazer qualidade de vida, tanto no presente quanto no futuro. Ensinar a construir um planejamento financeiro visando o bem estar das pessoas. Assim, você consegue dominar o seu dinheiro e tem mais consciência do que fazer com ele. Claro que economizar, cortar gastos desnecessários, investir e aumentar seu montante é importante. Mas não se trata apenas disso. A educação financeira envolve fatores financeiros e emocionais, como se questionar se a compra ou aquisição de terminado produto ou serviço realmente é necessária no momento. Assim, você consegue controlar melhor os seus gastos e planejar a vida com mais tranquilidade.

No meu caso, a família nunca teve muito dinheiro, levávamos uma vida simples, sem excessos ou luxos. Estudei em escolas gratuitas a vida inteira, e consegui entrar em uma universidade também gratuita. Depois de formado, quando comecei a receber e gerir meu próprio dinheiro, comecei a me informar e estudar como gerenciar da melhor forma. A questão que eu tinha era: Como pagar as próprias contas, conseguir me manter e ainda guardar algum dinheiro todo mês?

É possível poupar sempre, mesmo ganhando pouco?

A primeira coisa que é necessário aprender é que sim, sempre dá, e é muito mais fácil acostumar-se quando começamos a fazer isso desde cedo. Procurar sempre colocar o dinheiro a ser guardado como a primeira “conta” a ser paga. Guarde seu dinheiro primeiro, e gaste o que sobrar. O que a maioria acaba fazendo é gastando o dinheiro e guardando o que sobrar. Vamos supor que você receba um salário líquido de 2 mil reais, e comprometa-se a guardar 20% disso, 400 reais. Você precisa ter a consciência e a disciplina de que suas despesas terão que caber em 1600 reais, ou seja, somente conte com o valor que estará disponível após você guardar aqueles 400 com que vocÊ está “comprometido” mensalmente. Primeiro pague a você mesmo, depois comece a pagar o resto. Parece ser mais fácil falar do que fazer, mas depois que você começa, fica extremamente natural e você nem se lembra mais daquele dinheiro a mais, é simplesmente uma questão de se acostumar, e de ter disciplina ao longo do tempo… Sempre é hora de começar, mas é realmente mais fácil quando se está iniciando a vida profissional. Outros momentos em que isso é facilitado é quando seu padrão de remuneração cresce por algum motivo (mudança de emprego, promoção, aumento, alguma renda extra recorrente, etc.).

E para que propósito você está guardando dinheiro?

Uma coisa importante é você ter horizontes, ou pequenos objetivos a serem alcançados ao longo da vida. Isso estimula e ajuda a manter a disciplina de controlar os gastos. Seja um bem um pouco mais caro que você deseja, uma viagem, um presente mais caro para si mesmo ou para alguém importante, coisas assim… Uma coisa que aprendi com o Mauro Halfeld, um dos primeiros autores que li a respeito, é de se permitir ter esses prazeres para si e para os outros, ao invés de ficar simplesmente escravo do dinheiro sendo guardado. Equilíbrio, sempre, como tudo na vida! No meu caso, quem me conhece sabe, o planejamento de viagens sempre teve uma importância grande, mas cada um tem suas prioridades. Penso também na aposentadoria, desde sempre: assim que comecei a receber salário, sempre procuro guardar cerca de 10 a 12% do meu rendimento líquido para esse fim, para ser usado somente após um prazo mais longo.

E independentemente dos seus objetivos e quanto consegue guardar, o importante é se acostumar com o princípio, as coisas vão ficando mais fáceis à medida que o tempo passa e você se acostuma.

E onde guardar esse dinheiro?

Essa também é uma parte importante, hoje em dia com a tecnologia avançando, temos facilidades de acesso a informações e produtos financeiros muito melhores do que antigamente. Existem opções para o dinheiro que você vai precisar só daqui a muitos anos, opções para utilizar a qualquer momento em emergências, opções balanceadas para o meio-termo, etc. O importante é conhecer e estudar um pouco a respeito. Ou, se não quiser, ou lhe faltar tempo ou interesse, procurar algum tipo de auxílio, formal ou não. O excesso de informações disponíveis também tem um lado ruim: há muita gente vendendo ideias erradas de que é muito fácil ganhar muito dinheiro em muito pouco tempo. Importante conseguir “garimpar” as boas informações. Eu mesmo passei anos lendo e assistindo materiais a respeito de investimentos, e hoje seleciono muito poucas fontes de informações que levo em consideração. Ficar tentando trabalhar com todas as informações disponíveis é simplesmente insano e impossível. Mas escolhas de investimentos é um assunto mais aprofundado, fica para um outro post no futuro…

Espero que tenha gostado, se tiver interesse e quiser conversar a respeito, é só entrar em contato, será um prazer se eu puder ajudar.

Abraço e até a próxima!