Sarajevo, Bósnia e Herzegovina

2 08 2020

“Is there a time for keeping your distance

A time to turn your eyes away

Is there a time for keeping your head down

For getting on with your day”

Miss Sarajevo – U2

Sarajevo, na antiga Iugoslávia (para os mais velhos), atual capital da Bósnia e Herzegovina (esse é o nome completo do país, e não somente Bósnia, lá aprendi que são duas regiões distintas separadas pelas montanhas: Bósnia a parte mais alta, Herzegovina a parte mediterrânea), foi um dos nossos destinos do verão de 2019. Eu sempre tive muita curiosidade de conhecer essa região, por uma série de motivos que na verdade norteiam a minha vontade e o meu prazer de viajar: conhecer e conversar com pessoas de culturas diferentes, belezas naturais, e, acima de tudo um lugar cuja história recente me deixava muito curioso, por conta da guerra nos anos 90, final da minha adolescência e início da minha vida adulta. Eu me lembrava das notícias da época, mas gostaria de ver, andar pelas ruas, conversar com pessoas que viveram aquela época, ouvir sobre o que estaria por trás das notícias que cruzavam o Atlântico. Após passarmos por Paris, Ljubljana(Eslovênia), Zagreb e Dubrovnik (Croácia), chegamos em Sarajevo… Depois de vários dias pulando de um AirBnB para outro, em Sarajevo optamos por usar minha pontuação e ficarmos no Novotel, acima da média para o que estamos acostumados.

Latin Bridge, local do assassinato que iniciou a I Guerra Mundial

Sarajevo é uma cidade que fica em um vale, cortada por um rio, e essa geografia tem papéis importantes nos acontecimentos históricos por lá. A Latin Bridge (foto acima) é uma ponte onde o herdeiro do Império Austro-Húngaro foi assassinado, sendo este o estopim para o início da I Guerra Mundial em 1914. E o fato da cidade ficar em um vale favoreceu a ação dos atiradores sérvios durante a Guerra da Bósnia nos anos 90 (nota: os Sérvios e Croatas a chamam de “Guerra Civil”, os Bósnios a chamam de “Agressão”, uma demonstração de que as feridas ainda estão por lá). Uma guerra por território que se transformou na tentativa dos Sérvios (cristãos ortodoxos) de através de uma “limpeza étnica” eliminar os Bósnios (muçulmanos).

A atmosfera, ao menos no setor mais turístico central, é muito acolhedora. Cuidados básicos com cobranças a mais dos turistas, como em quase qualquer lugar, é recomendável, em especial com taxistas. As construções, em especial as mais próximas ao rio, estão cheias de buracos de balas, o que impressiona. A culinária é um capítulo à parte, muita influência do oriente médio(o que no Brasil chamamos de árabe/turca/síria), misturada com a culinária mediterrânea, muito carneiro, falafel, kafta, molhos… os doces são um capítulo á parte, prove a melhor Baklava do mundo no Baklava ducan Sarajevo. No geral, come-se bem e barato (informação de junho/2019, com o Euro valendo cerca de R$ 4,50, e o BAM – moeda local – valendo R$ 2,25).

Locais que devem ser visitados necessariamente:

  • Latin Bridge
  • Catedral Ortodoxa
  • Baščaršija(Leia-se Bacharchia), bairro central e turístico
  • Túnel de Sarajevo
  • Mesquita Gazi Husrev-beg
  • Sebilj, fonte (de água) feita de madeira, estilo Otomano
Interior da Mesquita Gazi Husrev-beg

As mesquitas são muito bonitas, é bom sempre se informar sobre estarem abertas à visitação turística ou não, e os horários. Um cuidado especial deve ser tomado em relação à vestimenta, sapatos devem ser deixados de fora, e mulheres devem necessariamente cobrir os cabelos. Em geral são fornecidos véus ou lenços se as turistas precisarem. Em todas as mesquitas há fontes de àgua onde os fiéis se lavam antes de entrar na mesquita, no geral os turistas não as utilizam.

O Túnel de Sarajevo tem uma estória que vale a pena contar: no início do cerco a Sarajevo pelas tropas sérvias (que durou inacreditáveis 4 anos!), o presidente da França esteve no aeroporto da cidade, em conversas com as forças sérvias para negociar que o aeroporto pudesse ficar seguro para ações humanitárias da ONU (e não negociou o cerco em si). Com essa zona “livre”, os habitantes de Sarajevo que resistiam ao cerco fizeram um túnel de quase 1 km saindo de uma casa e atravessando por baixo do aeroporto, por onde abasteceriam a cidade por anos com mantimentos, armas, transportavam feridos, até animais. Essa casa e parte do túnel são visitáveis ainda hoje. É uma estória impressionante de luta e resistência. Consta que embora os espiões sérvios soubessem da existência do túnel, o deixaram pois achavam que estariam evacuando a cidade, quando na verdade o utilizavam para fortalecer suas forças de resistência.

Prédios com marcas de balas de mais de 20 anos atrás

Durante o cerco, os atiradores nas montanhas e locais altos alvejavam os pedestres. Consegue imaginar uma rua onde ao invés de placas “Cuidado, veículos”, havia placas “Cuidado, atiradores”? Pois então…

Fotos do cerco expostas na visita ao túnel

Além de Sarajevo

Tivemos a sorte de contratar a Funky Tours (encontrada via Trip Advisor), com a guia Armina (que foi uma excelente guia e nos ensinou tudo a respeito do país e da guerra) para um passeio de um dia para Međugorje (leia-se Mêdiugori), um local de peregrinação cristã onde há relatos de aparição de Nossa Senhora. Esse tour incluía algumas paradas que valeram muito a pena, num parque com cachoeiras (Kravica Waterfalls) e numa cidade chamada Mostar, que por si só já valeria ficar um ou dois dias por lá.

Mostar é aparentemente uma cidade turística, e sua principal atração é uma ponte, destruída da guerra e reconstruída posteriormente, e onde há competições de salto no rio. Durante nossa passagem por lá haviam homens “treinando” para pular e pedindo obviamente uma contribuição dos turistas. Alguns pagaram, mas demoramos uns bons minutos lá e nada de pulo…

Ponte em Mostar, com o candidato a saltador lá em cima, turistas com câmeras a postos…
Cachoeira no caminho de volta de Međugorje

Međugorje é uma cidade que praticamente vive em função dos peregrinos, que vêm de todas as partes do mundo, e me lembrou muito de Aparecida do Norte, guardadas as devidas proporções. Uma catedral com uma grande área externa, local amplo para caminhar, com várias imagens religiosas pelo caminho. Como lugares assim ao redor do mundo, tem uma energia muito boa, um ambiente muito gostoso também. O principal atrativo da cidade é subir até a colina das aparições.

Área externa da Catedral em Međugorje
Colina das aparições

Uma outra parada interessante e rápida foi em uma cidade pequena chamada Počitelj, cidade toda feita de pedra, construída na Idade Média pelos turcos, foi destruída pela guerra e reconstruída após seu fim.

Počitelj

Para terminar, ao longo do dia agradável que tivemos com Armina, ela nos recomendou dois filmes que retratam partes humanas da guerra dos anos 90: No man’s land (Terra de Ninguém), um filme bósnio que se passa numa trincheira da guerra, e In the land of blood and honey (Na terra do amor e ódio), filme da Angelina Jolie. Ambos filmes muito bons, que assistimos quando voltamos de viagem. De uma maneira geral ficamos com a impressão de que as feridas da guerra ainda permanecem lá, a convivência entre os “diferentes” muçulmanos, cristãos e cristãos ortodoxos ainda é tensa, o governo é meio que dividido entre 3 presidentes, cada um eleito por uma das 3 divisões do país… pense num arranjo que não tem como dar certo no longo prazo…

Sarajevo foi uma experiência muito boa, conheci uma cidade sobre a qual tinha bastante curiosidade, sentimos e respiramos um pouco de sua história, e foi para mim para a lista de cidades preferidas ao redor do mundo.

Espero que tenham gostado, até a próxima!





Istambul

19 07 2020

Para o meu primeiro post de viagens, acabei escolhendo essa que foi meu primeiro contato com um país que se afastava um tanto das tradições ocidentais, embora fique ali literalmente “na fronteira” entre o Ocidente e o Oriente. Onde coloquei o “pé” na Ásia pela primeira vez… Como fiz essa viagem há bastante tempo, algumas coisas podem ser traídas pela memória, mas ainda consigo me lembrar de boa parte delas. Istambul é a maior cidade e a mais conhecida da Turquia (mas não é sua capital, a capital turca é Ankara!), cortada ao meio pelo Estreito de Bósforo, o que faz com que a cidade fique parte na Europa, parte na Ásia, oficialmente. Uma cidade com arquitetura magnífica, e com muita História, muitos locais e fatos que influenciaram civilizações ao longo do tempo.

Essa viagem à Turquia foi a última escala do giro pela Europa em abril de 2008 (depois de Berlim, Barcelona e Atenas). No planejamento da viagem, procurando por dicas na internet, em um site sobre viagens, encontrei um brasileiro (Dilermando) que já tinha ido para Istambul, e pegamos várias dicas preciosas. Entrei em contato, e aí eu descobri que eu, que programo bastante as viagens, na verdade sou um amador… ele me passou uma planilha onde planejava dia-a-dia uma estadia completa de uma semana em Istambul, com horários, locais e detalhes… Achei meio exagerado, mas é uma solução quando se tem pouco tempo. De qualquer forma, tirei informações importantes para montar o roteiro.

A hospedagem foi no Hotel Antique, que é bem simples porém extremamente bem localizado, muito próximo ao centro turístico da cidade, vizinho da Mesquita Azul e da Hagia Sophia, duas construções magníficas e principais pontos turísticos da cidade.

Vista de Istambul: Mesquita Azul (à esquerda), Hagia Sophia (à direita)

A chegada em Istambul foi no dia 5, no aeroporto Ataturk, vindo de Atenas, na Grécia – Aqui já cabe uma dica: indo para Istambul de avião, verifique se o aeroporto de destino é esse, algumas empresas, notadamente as low cost, costumam fazer vôos para outro aeroporto, distante uns 60 km da cidade, o que pode lhe fazer gastar um tanto a mais e perder um tempo precioso -, o acesso a partir do aeroporto de Ataturk é fácil, via metrô e tram chega-se facilmente ao bairro de Sultanahmet, o centro turístico. A primeira impressão sobre a cidade, ainda vista do avião, foi a quantidade de mesquitas na cidade(são quase 3000, depois fiquei sabendo), identificadas pelos minaretes, que são as torres, mais finas do que as torres das igrejas cristãs. Destes minaretes saem o som com versos em árabe chamando todos para a hora da reza. Junto com os chás servidos em pequenos “shots”, são as imagens que mais me remetem a Istambul…

Minarete de Mesquita em Istambul
Chá na doceria em Istambul

E pelo caminho do aeroporto para a cidade, pode-se ver esses templos, de todos os tamanhos e por todos os lados. Chegando ao hotel, mochila descarregada e já iniciei a caminhada pela cidade. A primeira escolha foi ir caminhando de Sultanhamet até o Grande Bazar, passando pela praça em frente a Hagia Sophia e à Mesquita Azul. O Grande Bazar é um mercado antigo, onde se vende praticamente de tudo. O que espanta nele é o tamanho, enorme, gigante. Dificilmente você consegue entrar por onde saiu ou ter a noção de onde está quando sai. Dezenas de ruas apertadas, vendedores pulando à sua frente oferecendo todo tipo de quinquilharias e, é claro, os maravilhosos doces de Istambul… 😛 Uma delícia a parte, simplesmente maravilhosos. Na saída do Grande Bazar, fomos caminhando pelas ruas tortuosas do bairro para chegarmos ao Mercado Egípcio, ponto de venda de especiarias (e doces também), que fica um pouco mais ao norte do Grande Bazar. Era sábado e as ruas estavam lotadas de gente, o comércio local fervilhando. Cuidados normais quando se está no meio de aglomerações: cuidado com bolsas, carteiras, qualquer coisa que possa ser sorrateiramente retirada de você quando estiver distraído. Nada de pânico, mas é uma dica saudável. Ali e em qualquer outro lugar de comércio, vai uma dica: pechinche e negocie, sempre. Eles aparentemente até gostam disso, ficam um pouco decepcionados quando você leva o produto pelo preço anunciado, sem barganhar… vai entender…

Grande Bazar
Doces no mercado egípcio
Especiarias no mercado egípcio

Passeios imperdíveis

Dentre os passeios imperdíveis, posso destacar: Hagia Sophia, Mesquita Azul, Museu Militar, Palácio Topikapi, a apresentação dos Dervixes Rodopiantes (dança sufi), além de um passeio de barco pelo Bósforo, até o Mar Negro. Passeios pelas ruas são altamente recomendáveis, o grande número de mulheres de burca pode lhe chamar a atenção se for a primeira vez num país com predominância muçulmana. De qualquer forma, a boa educação manda ter discrição, e evitar fotos.

Hagia Sophia

A visita a esse local, por si só, já valia a viagem. É uma das construções mais impressionantes e bonitas que já vi. Foi erguida no século VI para ser a catedral de (na época) Constantinopla, no Império Bizantino. Com a queda de Constantinopla em 1453 (retomada pelos turcos, fato que marcou o fim da Idade Média), passou a ser uma mesquita, e assim permaneceu até o século passado, quando virou um museu, na década de 1930. Essas mudanças geraram um fato curioso, que faz desse um lugar tão único: o interior da catedral foi originalmente decorado todo com mosaicos feitos de milhares de pedaços de vidro e folhas de ouro. Várias representações de figuras bíblicas, imperadores, imperatrizes e herdeiros. A questão é que a religião muçulmana não permite a reprodução de figuras humanas, assim, quando a catedral foi transformada em mesquita no século XV, todos os mosaicos foram “tampados”, cimentados e pintados com motivos islâmicos. Esse tesouro artístico ficou assim por séculos, até que quando ela foi “secularizada” e transformada em museu no século XX, os mosaicos com imagens cristãs de 15 séculos atrás apareceram, e passaram a conviver lado a lado com a decoração muçulmana, criando uma atmosfera única no mundo, emoldurada pela grandeza de seu domo central.

Recentemente, em julho de 2020, o presidente turco revogou a lei do século passado que a transformou em museu, e agora ela passa a ser novamente uma mesquita. Não tenho informações a respeito de como ficarão as visitas e os mosaicos descritos acima. Espero que continue sendo um local de visitação onde símbolos de ambas as religiões possam conviver de alguma forma. Mas não sei se isso vai ocorrer.

Interior da Hagia Sophia
Mosaico decorado com folhas de ouro na Hagia Sophia
Entrada da Hagia Sophia

É uma construção magnífica, que realmente vale a pena passar horas visitando, entendendo sua História e admirando seu interior.

Mesquita Azul
Entrada da Mesquita Azul

A Mesquita Azul (Blue Mosque) ou Mesquita do Sultão Amade (em turco: Sultanahmet Camii) foi construída no século XVII pelo Sultão Amade para fazer frente à Hagia Sophia. Fica praticamente em frente, separadas por uma praça florida. É uma peça também única da arquitetura no estilo clássico otomano, e mosaicos de cor predominantemente azul

Mesquita Azul à noite

Todas as mesquitas têm um código de vestimenta para serem visitadas: é necessário deixar o sapato do lado de fora para entrar. Shorts, minissaias, bermudas ou camisetas sem mangas não são recomendados. Mulheres devem cobrir os cabelos. No geral, nas mesquitas que são frequentadas por turistas, há funcionários distribuindo panos e véus para que as pessoas cubram as partes que – segundo eles – desrespeitam o lugar. Respeito e empatia fazem bem, aqui e em qualquer lugar do mundo, sempre.

Mesquita Azul
Na entrada de cada mesquita, uma fonte para se lavar antes de entrar
Momento da reza em uma mesquita
Interior da mesquita Rüstem Pasha

Palácio Topikapi

Esse palácio (hoje um enorme museu) foi construído logo após a (re)tomada de Constantinopla(Istambul) pelos turcos, no século XV, ordenada pelo Sultão Mehmet, “O conquistador”, e foi o mais importante palácio até o início do século XVII. Uma das principais atrações é o harém, onde viviam as mulheres da família do Sultão. Segundo consta, todas as noites ele ia até lá para escolher dentre as suas dezenas de mulheres qual passaria a noite com ele. A maior parte da exposição do palácio não permite fotos, mas tirei algumas do harém (permitidas) e da entrada do palácio, onde antigamente ficavam lanças que expunham cabeças dos condenados executados bem ali, na praça em frete.

Mesmo sem fotos, as coisas de que mais me lembro de ter visto lá dentro foram: um relicário que continha as barbas do profeta (sim, o próprio, Maomé) e o cajado de Moisés, bem conservado e guardado atrás de um vidro. Outras duas peças importantes são a famosa Adaga Topikapi, cravejada de esmeraldas, e o Diamante Spoonmaker’s, considerado o quarto maior diamante do mundo. Uma outra coisa que me chamou a atenção tem a ver com a História da Religião Muçulmana: lá vi a estória de que Maomé, quando teve sua primeira revelação onde Deus, através do anjo Gabriel teria lhe revelado coisas que seriam a base do Corão, iniciou sua pregação e teria enviado uma carta ao Papa, explicando as revelações. Se essa carta existiu provavelmente nunca foi levada a sério, mas já imaginaram como o mundo seria diferente hoje se tivesse sido?

Entrada do Palácio Topikapi. Na lança acima ficavam expostas as cabeças dos condenados decapitados
Entrada do Harém do Sultão
Corredor do Harém do Sultão

Museu Militar

O que mais me chamou a atenção nesse museu é como é interessante ver como a História é contada “pelo outro lado”. Para nós, nas aulas de História na escola, o marco do final da Idade Média foi a “tomada de Constantinopla pelos turcos”, e pronto. Sem detalhes. Indo nesse museu (e também no Topikapi) a batalha épica é contada com detalhes, e ali descobrimos que a cidade foi tomada “de volta”, considerando que durante séculos ficou sob o domínio cristão do Império Romano do Oriente (ou Império Bizantino), e os muçulmanos estariam a tomando de volta, após anos de perseguição no contexto das Cruzadas. A campanha do Sultão Maomé II, “O conquistador”, e explicada com minúcias, está lá exposta a corrente que “fechava” o Estreito de Bósforo para evitar invasões por barcos. É contado como ele conseguiu transportar os barcos via terra, para invadir pelo outro lado do Bósforo. Uma coisa imperdível é a apresentação da banda do exército Otomano, com instrumentos e trajes típicos. Vale a pena se informar para saber datas e horários das apresentações (são frequentes mas não diárias).

Apresentação da Banda do Exército Otomano
Corrente usada para fechar o Estreito de Bósforo, exposta no Museu Militar
Passeio ao Mar Negro

Essa foi uma dica espetacular do Dilermando: pegar o barco de linha (não é um barco turístico) no cais de Eminönü, para fazer o trajeto de Istambul a Anadolu Kavagi, já na extremidade norte do estreito do Bósforo – descer em Anadolu Kavagi, subir à pé às ruínas da fortaleza bizantina do século XIV no alto do morro, de onde pode-se ver o Mar Negro – maravilhoso !

Fotografando o Mar Negro
Casas ao longo do passeio de barco
Ruínas ao longo do passeio de barco
Ruínas proximas ao mirante do Mar Negro
Dança Sufi

Como última dica imperdível de Istambul, fica o espetáculo dos Dervixes Rodopiantes. Os dervixes são uma confraria religiosa muçulmana de caráter ascético ou místico (sufi). A ordem dos  Dervixes Rodopiantes fundou-se no século XIII e é a mais conhecida da Turquia. Eles entram em uma espécie de transe durante a dança, e (obviamente) rodopiam durante vários minutos que parecem não ter fim… um espetáculo bonito, de pouco menos de uma hora, vale a pena.

Dançarino

Se você chegou até aqui, obrigado… Foi ficando meio grande esse post, pensei até na possibilidade de dividir em duas partes, mas acabei desistindo… Espero que tenha gostado.
Até a próxima!