
As viagens trazem experiências inesquecíveis, por motivos bons ou ruins, mas sempre rendem boas estórias e risadas… essa série de posts iniciou com a parte 1, e segue por aqui…
Controle de Imigração em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos
Na viagem de volta do Nepal (outubro de 2014), tivemos que fazer uma parada de 14hs em Abu Dhabi. O avião estava cheio de nepaleses que estavam indo para lá trabalhar na construção civil e outros empregos de baixa qualificação. Ficamos numa fila com esses outros passageiros, para fazer identificação biométrica pela íris. O oficial da imigração, trajando a Kandora, aquela roupa branquíssima típica da região, estava sendo ríspido, falando em inglês: “Here!” (aqui!), “Where are you from?” (de onde você é?), “Next!” (próximo), para cada um que passava pelo procedimento. Um deles ficou ali ao lado após passar, provavelmente esperando por um amigo que ainda estava na fila, e foi enxotado: “Go, go! Don’t stay here!” (Vá, vá, não fique aqui não!). Aí chegou a minha vez: “De onde você é?”, “Brasil”. Nesse momento, abriu um sorriso na cara do oficial: “Brasil? Germany’s beaten you so hard, hum?” (Brasil? A Alemanha bateu forte em vocês, hein?), me sacaneando pelos 7×1 da Copa que tinha sido no Brasil. “Don’t mention it” (Nem fale nisso), respondi. Custava ele ser grosso e ríspido comigo, igual era com os nepaleses?
Garçom explicando nomes em espanhol em Sevilha, Espanha
Ao sentarmos para almoçar em Sevilha, havia um item no cardápio que nos chamou a atenção: Cola de Toro. Não sabia o que era cola, então fomos perguntar ao garçom. Ele falou que era a cola do touro, a cola! Continuamos sem entender. Como o problema era a tradução, lá veio a mímica: ele colocou a mão pra trás, grudada na bunda e balançando: “La cola!”. Aí entendemos, cola é cauda, rabo. Inevitável, começamos a dar risada. Em tempo: Acabamos pedindo o tal prato, e gostamos, o gosto se aproxima muito da costela.
Menina sueca tentando conversar (em sueco) comigo em Estocolmo
No geral as crianças têm muita curiosidade com relação a estrangeiros. Estava em um parque em Estocolmo, descansando da caminhada. Uma menina se aproxima, fica me olhando. Sete ou oito anos no máximo, cabelos e olhos escuros(fora do estereótipo sueco, portanto). Arrisco:
“Olá!”
“Olá!”, ela responde.
“Speak english?”
“No!”, com cara séria.
“Habla español?”, arrisquei, já que ela havia respondido ao meu “Olá!”.
A resposta veio em um sueco impecavelmente ininteligível para mim. Aí eu mandei: “Svenska?(Sueco?)”, gastando o sueco que não tinha (aliás, não tenho!). Os olhos dela brilharam e balançou afirmativamente a cabeça, achando que iria rolar uma conversa. Ergui os ombros dizendo “Sorry”, que dó. Ela murchou, deu de costas e foi fazer outra coisa…
Quer ser simpático sempre, às vezes não dá mesmo…
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