Durante um certo tempo eu tive a oportunidade de fazer algumas viagens a trabalho, algumas delas internacionais. Como bom ecdemomaníaco que sou, sempre que dava eu tentava encaixar algum passeio, algum desviozinho para algum lugar que estivesse na lista de locais que eu considerasse que valia a pena ser visitado.
Em 2013, numa dessas oportunidades, ia para a Califórnia, e convidei um amigo que mora nos EUA para que uns dias antes fôssemos ao Grad Canyon. Não era muito o tipo de viagem dele, e ele acabou me convencendo a irmos a Las Vegas (o que não era muito o meu tipo de viagem…), mas falo dessa viagem numa outra oportunidade. A questão é que em Vegas existem alguns passeios para o Grand Canyon, e acabei fazendo um desses passeios. E com um detalhe a mais: foi a minha primeira (e até hoje única) viagem de helicóptero!
O tour contratado me buscou cedo no hotel (cerca de 6 da manhã, pelo que me lembro), fomos de micro-ônibus até um pequeno aeroporto perto da cidade, de onde saem os helicópteros. O processo de check-in inclui a sua própria pesagem, para balancear e distribuir corretamente o peso na arenonave. Ou seja, seu lugar para sentar-se depende do seu peso e do peso dos demais ocupantes. Acabei subindo junto com uma família australiana, um casal com dois meninos adolescentes. O voo de helicóptero, devo confessar, não me deixou muito confortável, prefiro a estabilidade d o avião. Mas, pela vista, compensa e realmente não tem comparação.
Durante o voo de ida, passamos sobre grandes formações, e também sobre o Hoover Dam, uma barragem construída entre as formações rochosas, uma verdadeira obra-prima de engenharia, que eu tinha visitado num outro tour no dia anterior. Vista de baixo ela já é impressionante, mas a vista lá de cima é incrível:

A vista lá de cima é realmente impressionante, e já vale o passeio. No meu caso, o passeio contratado incluía um almoço e uma caminhada no Sky Walk, que é uma passarela de vidro em forma de ferradura, que fica em cima de um despenhadeiro de mais de 300 metros. Só que antes de chegar lá tivemos uma parada abaixo, na beira do rio, para deixar a família que ia fazer outro tipo de passeio. Aí depois que eles desembarcaram foram os últimos minutos de helicóptero para chegar lá, subindo praticamente na vertical ao lado de um paredão de pedra praticamente sem fim.

Lá em cima, fiz a caminhada no Skywalk. Não era permitido tirar fotos, se quisesse fotos por lá tinha que pagar para que o fotógrafo deles tirasse, em tese é um serviço explorado pelos índios da região. Acabei andando sem tirar fotos mesmo, a sensação de vertigem é bem forte, e pra mim, que não gosto muito de altura, não foi lá um das coisas mais confortáveis. O piso é de vidro, justamente para dar a sensação de estarmos “andando no céu”. A foto abaixo foi tirada da Internet, dá pra ter uma ideia da dimensão do negócio.

Antes do almoço, tive um tempo para passear ao redor e ficar admirando (agora com os pés no chão) aquela que é uma das mais famosas formações criadas pela natureza. As formações lembram bastante a Chapada Diamantina, mas com a ausência do verde que emoldura a imagem com uma beleza espetacular.
Acabei conseguindo conhecer, ainda que muito rapidamente, o Grand Canyon naquela oportunidade. Mas pretendo se possível passar mais tempo por lá, explorar outros pontos que me parecem ser bem legais de se visitar. Quem sabe numa próxima oportunidade.
Por hoje é só, obrigado por ler até aqui, espero que tenha gostado, até uma próxima!











































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