Grand Canyon, EUA

20 06 2021

Durante um certo tempo eu tive a oportunidade de fazer algumas viagens a trabalho, algumas delas internacionais. Como bom ecdemomaníaco que sou, sempre que dava eu tentava encaixar algum passeio, algum desviozinho para algum lugar que estivesse na lista de locais que eu considerasse que valia a pena ser visitado.

Em 2013, numa dessas oportunidades, ia para a Califórnia, e convidei um amigo que mora nos EUA para que uns dias antes fôssemos ao Grad Canyon. Não era muito o tipo de viagem dele, e ele acabou me convencendo a irmos a Las Vegas (o que não era muito o meu tipo de viagem…), mas falo dessa viagem numa outra oportunidade. A questão é que em Vegas existem alguns passeios para o Grand Canyon, e acabei fazendo um desses passeios. E com um detalhe a mais: foi a minha primeira (e até hoje única) viagem de helicóptero!

Primeiro helicóptero da vida!

O tour contratado me buscou cedo no hotel (cerca de 6 da manhã, pelo que me lembro), fomos de micro-ônibus até um pequeno aeroporto perto da cidade, de onde saem os helicópteros. O processo de check-in inclui a sua própria pesagem, para balancear e distribuir corretamente o peso na arenonave. Ou seja, seu lugar para sentar-se depende do seu peso e do peso dos demais ocupantes. Acabei subindo junto com uma família australiana, um casal com dois meninos adolescentes. O voo de helicóptero, devo confessar, não me deixou muito confortável, prefiro a estabilidade d o avião. Mas, pela vista, compensa e realmente não tem comparação.

Melhor vista do Grand Canyon

Durante o voo de ida, passamos sobre grandes formações, e também sobre o Hoover Dam, uma barragem construída entre as formações rochosas, uma verdadeira obra-prima de engenharia, que eu tinha visitado num outro tour no dia anterior. Vista de baixo ela já é impressionante, mas a vista lá de cima é incrível:

Hoover Dam, na divisa dos estados de Nevada e Arizona, visto do helicóptero
Hoover Dam, visto do helicóptero
Vista de dentro da cabine
Olhando lá de cima, nossas perspectivas de tamanho são relativizadas

A vista lá de cima é realmente impressionante, e já vale o passeio. No meu caso, o passeio contratado incluía um almoço e uma caminhada no Sky Walk, que é uma passarela de vidro em forma de ferradura, que fica em cima de um despenhadeiro de mais de 300 metros. Só que antes de chegar lá tivemos uma parada abaixo, na beira do rio, para deixar a família que ia fazer outro tipo de passeio. Aí depois que eles desembarcaram foram os últimos minutos de helicóptero para chegar lá, subindo praticamente na vertical ao lado de um paredão de pedra praticamente sem fim.

Levantamos voo no fundo do vale, e fomos pousar lá no topo daquele paredão

Lá em cima, fiz a caminhada no Skywalk. Não era permitido tirar fotos, se quisesse fotos por lá tinha que pagar para que o fotógrafo deles tirasse, em tese é um serviço explorado pelos índios da região. Acabei andando sem tirar fotos mesmo, a sensação de vertigem é bem forte, e pra mim, que não gosto muito de altura, não foi lá um das coisas mais confortáveis. O piso é de vidro, justamente para dar a sensação de estarmos “andando no céu”. A foto abaixo foi tirada da Internet, dá pra ter uma ideia da dimensão do negócio.

Foto tirada daqui

Antes do almoço, tive um tempo para passear ao redor e ficar admirando (agora com os pés no chão) aquela que é uma das mais famosas formações criadas pela natureza. As formações lembram bastante a Chapada Diamantina, mas com a ausência do verde que emoldura a imagem com uma beleza espetacular.

A vista não alcança onde os paredões terminam
Admirando o trabalho feito pela natureza ao longo de milhões de anos

Acabei conseguindo conhecer, ainda que muito rapidamente, o Grand Canyon naquela oportunidade. Mas pretendo se possível passar mais tempo por lá, explorar outros pontos que me parecem ser bem legais de se visitar. Quem sabe numa próxima oportunidade.

Por hoje é só, obrigado por ler até aqui, espero que tenha gostado, até uma próxima!





“Causos” de viagem – parte 7

11 06 2021

Sequência de “causos” marcantes ocorridos nas minhas viagens… já publiquei a parte 1, 2, 3, 4, 5 e 6, ainda não leu?

Ficando sem passaporte na fronteira da Estônia com a Rússia

O passaporte, junto dinheiro e cartões, é algo que você não pode perder no meio de uma viagem, pois vai lhe dar muita dor de cabeça e eventualmente estragar sua viagem. Estava eu em 2013, viajando de trem de Tallin, capital da Estônia, para São Petersburgo, na Rússia. Quando passamos pela fronteira, o trem parou, entrou um oficial russo, daqueles do jeito que a gente vê no cinema, em filmes de espionagem da guerra fria… ele obviamente não falava inglês, e foi passando pelos vagões, recolhendo todos os passaportes, um a um, em seguida saiu do trem com literalmente uma pilha de passaportes na mão, e foi até uma sala que fica na estação. Aí fica aquela ansiedade, ele está demorando… como ele vai saber qual passaporte é de quem, se ele não anotou nada. O que acontece se ele simplesmente não devolver o MEU passaporte? Como faço, pra quem eu reclamo? Felizmente depois de alguns minutos que demoraram para passar, ele voltou e foi calmamente devolvendo todos os documentos, um a um, aparentemente sem errar nenhum… Passou o frio na barriga, e seguimos viagem, cheguei são, salvo e com passaporte em São Petersburgo.

Brasileiro querendo saber de outro esporte que não futebol? Pode esquecer…

Em 2012, estava em San Franciso, na Califórnia, em uma viagem de trabalho. Aproveitando a passagem por lá, fui assistir a um jogo de baseball dos Giants. Já tinha ouvido falar que o estádio, na beira da baía, era bem bonito. Conhecimento do esporte, praticamente nulo… Puxo conversa com o taxista, de origem asiática, para saber como está o time na liga. Ele não sabe. Pergunta de onde sou, digo que sou do Brasil, ele começa a discorrer a respeito da seleção brasileira de 86, dando a escalação quase completa… lembra do Sócrates, Careca, Júnior, Zico… Lembra que o Zico perdeu um pênalti contra a França, comenta que a França tinha um time bom, com Platini e Tiganá (meu DEUS! Ele lembrou do Tiganá!!!), disse que morava em Hong Kong na época e que se lembra das pessoas tristes depois que o Brasil perdeu aquele jogo…
E eu fiquei sem saber dos Giants… Mas fui ver o jogo, mas já é outra estória…

Motorista de charrete em Sarajevo, Bósnia e Herzegovina

Essa foi uma daquelas clássicas de problemas de comunicação, nem todo mundo fala inglês. Estávamos numa praça em Sarajevo, onde saíam umas charretes para um parque ali perto (uns 3, 4 km eu acho). Fomos conversar com o senhorzinho, já com certa idade, que conduzia uma das charretes. Ele não falava inglês, lá fomos nós para a mímica. Descobrimos que custava 20 marcos para nos levar (essa parte todo mundo fala em inglês), mas ele parecia preocupado, tentando nos avisar de algo. Apontava para a estrada, e fazia um movimento de “cortar um dedo”, e falava um monte de coisas em bósnio, que eu não entendia. Achei que tinha que tomar cuidado porque alguém tinha cortado o dedo, sei lá. Subimos na charrete, e depois de um bom tempo, a estrada estava interrompida. Ali percebemos que o “dedo cortado” na verdade era estrada interrompida, e portanto a charrete não conseguia passar, tínhamos que fazer o resto do caminho a pé. Foi o que fizemos, mesmo porque não havia alternativa… e para voltar, o caminho inteiro foi à pé, já que as charretes ficavam somente na praça, no início do caminho…





“Causos” de viagem – parte 6

16 05 2021


Sequência de “causos” marcantes ocorridos nas minhas viagens… já publiquei a parte 1, 2, 3, 4 e 5, ainda não leu?

Imagem daqui

Atendente sem senso de humor no Sea World, em Miami

Quando estava em Miami visitando o Sea World, havia uma opção de nadar com os golfinhos, em um ambiente controlado, com treinadores, com um pouco de interação com os animais. Na verdade foi um dilema, pois eles ficam ali em cativeiro, por mais que sejam bem tratados, ainda assim é um cativeiro. Fiquei pensando se pagaria para isso ou não, acabei decidindo fazer. Ao comprar esse pacote, era necessário assinar um termo, ler um contrato, vários itens, e o atendente se colocou à disposição para tirar quaisquer dúvidas. Uma das perguntas era se você seria capaz de se comunicar em inglês. Não resisti e fiz uma piada: “Essa pergunta é porque os golfinhos só falam inglês?”. O atendente não sorriu, acho que na verdade nem piscou, e respondeu secamente: “Isso é porque os instrutores que estarão lá com você só falam inglês.”. Fiquei meio sem graça, e continuei lendo. Uma outra questão era que você se comprometia a não perseguir os golfinhos, não bater neles e não mordê-los. Lá fui eu tentar outro comentário: “Nossa, que tipo de pessoa morderia um golfinho?”. Novamente de maneira seca, o atendente respondeu: “Pessoas com necessidades especiais, por exemplo.”. Fiquei mais sem graça ainda, e resolvi parar com considerações espirituosas…

Barganhando em Istambul, Turquia

Sempre que vou a algum lugar novo faço questão de comprar um souvenir que seja, algo pequeno, característico do lugar, para ter como recordação. Em Istambul, fiquei procurando por uma miniatura da Hagia Sofia. No geral várias lojas vendem sempre as mesmas coisas, provavelmente do mesmo fornecedor inclusive. Mas estava procurando e achei uma da qual gostei, mas achei meio caro. Como sabia que os turcos costumam valorizar a barganha, já fui lá e pedi quase 50% de desconto, para iniciar a conversa. O vendedor pegou o souvenir da minha mão, colocou de volta na prateleira e falou “Bye, bye!”, despedindo-se com a mão. Fiquei atônito, enquanto ele virava as costas e voltava para dentro da loja. Acabei achando o mesmo souvenir, realmente pela metade do preço, em outra loja. Fiquei com vontade de voltar lá para mostrar para ele a venda que ele perdeu, mas acabei deixando pra lá…





Peru e Trilha Inca (parte 3 – final)

18 04 2021

Este é o terceiro e último post da sequência, você deve ter lido o primeiro aqui e o segundo aqui.

No nosso 9o dia de viagem, e o 4o na trilha, depois de deixarmos Wyñaywayna a ansiedade crescia cada vez mais para o nosso destino final.

Ao chegarmos na Porta do Sol, a entrada “por cima” de Machu Picchu, ao final da trilha, entendemos o motivo de falarem tanto dessa entrada. Realmente é algo de mágico ver a cidade icônica surgindo à sua frente após uma espécie de portal de pedra

Primeira imagem ao passar pela Porta do Sol
Enfim, Machu Picchu (vista da Porta do Sol)

E então, nesse último dia de caminhada, passamos rapidamente pelas ruínas (iríamos voltar no dia seguinte), e fomos para Águas Calientes, logo abaixo da montanha, onde pela primeira vez em 4 dias nos aguardavam um chuveiro quente e uma cama…

10o dia – Reentrada em Machu Picchu

No dia seguinte, já descansados e recuperados da caminhada, entramos novamente em Machu Picchu, dessa vez “por baixo”, junto com os turistas que não fazem a trilha. Entendemos ali o porquê da sugestão da agência (Pisa Trekking) para deixarmos um dia inteiro para ver a cidade. Ficamos com mais tempo, pudemos caminhar com mais tranquilidade, subimos até o topo da famosa montanha (que la´descobrimos, chama-se Waynapicchu, ou “montanha jovem”, em Quechua. Além disso, voltamos à porta do Sol mais uma vez (o que é uma subidinha para quem caminhou 4 dias, não é mesmo?).

Machu Picchu sob o Sol da manhã

Assim, passamos um dia agradável visitando o conjunto de ruínas mais famosos da região com bastante calma, para no final do dia fazermos o caminho de volta a Cuzco, mas dessa vez de trem. Nossa, mas que sensação estranha no trem… dava a impressão de que se fizéssemos o trajeto caminhando iríamos mais depressa…

Buraco sob as ruínas… Reza a lenda que é uma passagem direta para São Tomé
das Letras, em Minas Gerais… preferi não entrar para investigar
Machu Picchu vista “ao contrário”, do alto da Waynapicchu
Turista indo embora feliz, bilhete do trem na mão

Chegamos ao fim…

E como eu disse no início, foi uma viagem que superou as expectativas, é possível aprender bastante sobre a cultura Inca, sua História e – claro – ver as ruínas que restaram da sua civilização. Há várias alternativas para quem não quer ou não pode fazer a trilha completa: ir direto via Águas Calientes, fazer a trilha curta de poucas horas somente passando por Wyñaywayna , e entrar pela porta do Sol… A escolha de chegarmos no final do dia foi boa, mas acho que chegar vendo o nascer do Sol também deve ser uma experiência legal, enfim, variações, gostos, opiniões são sempre diversas… Uma outra coisa importante é fazer a aclimatação na altitude, como fizemos em Puno. Faz bastante diferença. No meu primeiro dia em Puno eu tinha dor de cabeça de esforço ao subir pequenos lances de escada, o efeito é impressionante…

Espero que tenha gostado, até uma próxima!





Peru e Trilha Inca (parte 2)

11 04 2021

Continuação do relato da viagem ao Peru em 2006, a primeira parte está aqui.

Quarto dia de caminhada, quase chegando em Machu Picchu

5o dia: Vale Sagrado

No nosso passeio para o Vale Sagrado, conhecemos a que seria nossa companheira de caminhada, a Celina, também brasileira, de São Paulo. Foi uma outra feliz coincidência, ela era muito legal e nos demos muito bem ao longo dos 6 dias que passamos juntos. No vale sagrado fomos em vários sítios, sendo os principais Pisac e Ollantaytambo, duas grandes ruínas e com destaque para essa última, uma das mais famosas e bonitas que vimos. Curiosamente, não consegui encontrar fotos de Ollantaytambo (já são quase 15 anos da viagem, alguma coisa se perde…), então acabei colocando algumas fotos que achei na rede mesmo para ilustrar aqui, paciência… as que não são minhas têm as fontes indicadas…

Ruínas em Pisac
Ruínas do Templo do Sol, em Pisac

Em Pisac e em Ollantaytambo vimos belos exemplos de terraceamento, que é uma técnica de plantação que criam “escadas” ao longo da encosta para se colocar as plantações. Isso diminui a erosão por chuvas, pois dificulta a àgua a descer com muita velocidade, além de possibilitar plantios em regiões – como aquelas onde os Incas viviam – onde há falta de terrenos planos. Além disso, eram posicionadas de forma a se beneficiar ao máximo do Sol, e feitas de maneira calculada de forma a serem criados microclimas particulares que permitiam o cultivo de diferentes plantações em áreas mais altas ou mais baixas, de acordo com a necessidade de cada planta.

Terraceamento em Pisac
Terraceamento em Ollantaytambo – foto daqui
Muros Incas em Ollantaytambo – foto daqui
Detalhe dos encaixes das pedras no muro em Ollantaytambo (foto minha!)

6o dia ao 9o dia: Trilha Inca

Durante a caminhada toda, pudemos aprender muito sobre a História Inca. Como já disse, nosso guia Jim era formado em História e especialista no assunto. A viagem realmente teria sido outra sem ele. Aprendemos que a Trilha Inca (hoje chamada de Trilha Inca “Clássica”) era um caminho de peregrinação, uma espécie de iniciação espiritual, e não usada no cotidiano para o trânsito de pessoas, animais e mercadorias. Esses iam normalmente pelo vale, região mais plana por onde passa hoje o trem que vai de Cuzco a Águas Calientes, cidade que fica “ao pé da montanha”, logo abaixo de Macchu Picchu. Uma informação que faz bastante sentido.

Existem maneiras diferentes de fazer a trilha, optamos por fazer 4 dias de caminhada, chegando em Machu Picchu no final da tarde, descermos até Águas Calientes para dormir (além de termos o primeiro banho em quatro dias) e deixar o dia seguinte para entrar novamente e visitar Machu Picchu com mais calma. Grande parte dos turistas costumam fazer o último acampamento mais perto do final da trilha, acordar bem cedo e entrar pela Porta do Sol com o Sol nascendo. Uma outra ainda é ir de trem e pegar somente o final da trilha, passando por Wiñaywayna, o conjunto mais completo de ruínas da trilha.

A trilha inicia no km 82 da ferrovia, e fomos até lá de van. Na entrada do parque, um dos carimbos mais queridos que já recebi no passaporte:

Carimbos de entrada na trilha (09/out) e entrada via Águas Calientes (13/out)
Placa de início da famosa trilha

Iniciando a trilha, lá fomos nós para 4 dias de caminhadas, acampando em barracas no meio das montanhas, sem banho, e querendo ver tudo, cada detalhe ao redor. Contamos com o auxílio da equipe de carregadores, que iam na frente com os mantimentos, barracas, mochilas e tudo o mais. A caminhada fica realmente muito mais tranquila, menos preocupação com o peso e pode se aproveitar melhor. Depois dessa viagem fiz algumas trilhas com carregadores e outras sem, carregando tudo, e posso dizer, cada abordagem tem suas vantagens e seu valor próprio.

Início da trilha, ainda no vale


Ao longo da trilha, muitas vistas inesquecíveis, ruínas, um contato direto com a natureza e com a História Inca. Até sobre algumas orquídeas que são endêmicas da região aprendemos um pouco. Há uma em especial que me chamou a atenção, chamada de waqanki, que em Quechua significa algo como “você vai chorar”: há uma lenda Inca sobre um amor impossível de uma princesa com um soldado que teria dado origem a essa flor.

Orquídea Waqanki
Algumas das primeiras ruínas ao longo da trilha

No segundo dia, o trecho mais pesado de caminhada, o chamado Warmiwañuska, que em Quechua significa algo como “o passo da mulher morta”. É a subida para se alcançar o ponto mais alto da trilha, cerca de 4215 metros de altitude. Esse é o dia onde alguns turistas (especialmente os que não fizeram aclimatação, como fizemos em Puno) passam mal com falta de ar. Depois desse dia o Jim contou que tinha um pequeno cilindro de oxigênio na mochila para emergências… felizmente não precisamos.

Vista “ohando pra trás” do alto do Warmiwañuska
Jim levava essa bandeira para tirar fotos com os brasileiros no Warmiwañuska
Na marcação oficial do Warmiwañuska

Após atingirmos esse ponto mais alto, começamos a descida, ainda teríamos mais dois dias de acampamento pela frente. O primeiro num vale, o Vale de Pacaymayu logo após o Warmiwañuska, e o segundo em Puyupatamarca, a partir de onde já pudemos ver os primeiros sinais da Wayna Picchu (“montanha jovem” em Quechua), a icônica montanha da “cidade perdida” de Macchu Picchu. Caminhadas longas mas bem mais tranquilas do que as do dia anterior , com muito verde e água pelo caminho.

Vista do vale no nosso 2o acampamento, em Pacaymayu

E, claro, muitas ruínas ao longo da caminhada, que me deixavam cada vez mais encantado com o nível do trabalho da engenharia civil dos Incas.

Ruínas em Puyupatamarca
Espécie de escada com um orifício de apoio à direita
Detalhe do orifício de apoio

No nosso último acampamento em Puyupatamarca tirei a primeira foto da Wayna Picchu, ainda que bem de longe. Ao acordarmos no dia seguinte, já fomos caminhando para passar por Wyñaywayna, e depois, finalmente, a porta do Sol que nos descortinaria Macchu Picchu.

Wyñaywayna

Wyñaywayna merece ser apreciada. São as ruínas mais bem conservadas de toda a trilha, e a poucos minutos do último acampamento da trilha, que leva seu nome (no qual não ficamos, conforme expliquei no início).

O final do nosso último dia de caminhada e a tão esperada chegada a Machu Picchu ficam para o post da semana que vem, até lá…