Essa era uma viagem de sonho para mim. Por muitos anos adiei tentando encontrar um jeito barato de ir para a Rússia, e em especial para essa cidade. Mas acabei desistindo de esperar por uma oportunidade barata, e montei um roteiro pelo qual passei por Amsterdan, Estocolmo, Helsinki, Tallin, São Petersburgo e Moscou, em junho de 2013. Nessa viagem fiz trechos de navio (Estocolmo – Helsinki e Helsinki – Tallin) e de trem (Tallin – São Petersburgo e São Petersburgo – Moscou), viagem inesquecível.
Com sua arquitetura ímpar, construída e pensada para ser a capital do Império Russo, numa tentativa (de certa forma) de “ocidentalizar” o Império. Tudo ali foi pensado para ser ostentação, mostrar o poder do império, ser um pólo cultural, de influência, relevância política e cartão postal da grande Rússia.
Igreja do Sangue derramado, a mais emblemática de São Petersburgo
Para esta viagem fiquei num AirBnB (host: Katia, com quem tinha acertado minha chegada) na Avenida Nevsky, que é uma avenida bem localizada. O prédio ficava um pouco afastado da região central, mas dava pra caminhar um tanto ou pegar um ônibus na própria avenida, bem tranquilo. Cheguei na cidade de trem, vindo de Tallin (Estônia), e já fui direto para o endereço. Chegando no prédio, confesso que tomei um susto: cara de prédio abandonado, interfone que não funcionava… precisei esperar alguém sair do prédio para que eu entrasse… o apartamento ficava no quarto andar. Olhei para o elevador (daqueles antigos, de estrutura vazada), e tive a certeza de que também não funcionava… lá fui eu com mochilão subir as escadas. Lá chegando, fui recebido pelo Romain, marido da Katia. O apartamento me surpreendeu positivamente: super bonitinho e organizado, decorado, parecia uma casa de bonecas.
Meu quarto em São Petersburgo
O apartamento era grande, com vários quartos, e o meu era esse da foto acima. Havia um outro quarto que eles também anunciavam no AirBnB, com várias camas, e acabei conhecendo alguns dos hóspedes que estavam lá por aqueles dias.
A época que escolhi para essa viagem foi providencial: junho, início do verão, temperaturas altas e dias mais longos. Nesse período é onde acontecem as white nights, ou “noites brancas”. O Sol praticamente não se põe, às duas da manhã parece finalzinho de tarde… isso é muito legal para se aproveitar os passeios, os moradores locais aproveitam bastante para compensar o período de inverno rigoroso e de noites longas. Por outro lado, pode ser complicado se tiver dificuldade para dormir com claridade, pior se estiver num quarto sem cortinas ou com cortinas finas, como era o meu caso no quarto acima… rs
Uma cidade, vários nomes…
São Petersburgo nem sempre foi chamada assim… No início do século XVIII, durante uma guerra com os suecos, a cidade (que se chamava Nyen) foi capturada e passou a ser russa. Uma fortaleza foi construída (Fortaleza de Pedro e Paulo) numa ilha no Rio Neva, e ali seria o início da cidade fundada pelo Czar Pedro I (Pedro, o grande), que tinha, como já disse anteriormente, o objetivo de trazer para lá a capital do Império Russo, buscando uma certa “ocidentalização” da Rússia. Por conta disso, não foram poupados esforços (e dinheiro) para fazer uma cidade deslumbrante do ponto de vista arquitetônico, rivalizando com as principais capitais do continente.
Na estação de trem, nomes da cidade ao longo do tempo: São Petersburgo (1703), Petrogrado (1914), Leningrado (1924), e novamente São Petersburgo (1991)Fortaleza de Pedro e Paulo, numa ilha no Rio Neva
Em 1914, por conta da I Guerra Mundial, alguns nomes de influência germânica sofreram modificações, e o nome da cidade foi um deles, passou a se chamar Petrogrado (“cidade de Pedro”). Esse nome durou até 1924, quando da morte de Lênin, quando o governo decidiu mudá-lo para Leningrado (“cidade de Lênin”). O nome foi mantido até 1991, após a desintegração da União Soviética, quando foi feito um plebiscito e os moradores optaram por retornar ao antigo nome, São Petersburgo.
Monumento aos defensores de “Leningrado”, durante o cerco nazista na II Guerra Mundial
Fortaleza e os túmulos dos Czares
A Fortaleza de Pedro e Paulo, que deu origem à cidade, é aberta à visitação e acho que também é um ponto imperdível. O ponto que chama mais a atenção é a Catedral de São Pedro e São Paulo, cuja torre tem cerca de 120 metros de altura. Existem outros prédios no complexo, como a antiga prisão, antiga casa da moeda, o museu da tortura, mas a catedral é o que chama mais a atenção, pela beleza arquitetônica e pelo fato de que lá dentro estão os túmulos de vários Czares (alguns deles são considerados santos pela Igreja Ortodoxa Russa), dentre eles Pedro, o grande, e os últimos Romanov, executados na Revolução Russa em julho de 1918.
Entrada da Fortaleza de Pedro e PauloInterior da CatedralTúmulo de Pedro, o grande
É muito interessante estar lá e entender um tanto da História de um país que é para nós tão distante, em termos geográficos, históricos e culturais. Os seis dias que passei em São Petersburgo foram inesquecíveis, e com tanta coisa que acabei tendo que separar as informações, e devo continuar em um próximo post… aguarde que tem mais em breve.
A “Pérola do Adriático”, segundo George Bernard Shaw
… ou seria King’s Landing? Ou Porto Real? Acho que para quem não assistiu à série Game of Thrones não vai entender…
Dubrovnik é uma cidade no litoral da Croácia, no Mar Adriático, e que foi cenário para várias cenas da série. Como somos (Laura e eu) fãs dá série, isso pesou bastante para escolhermos a cidade como um de nossos destinos, em junho de 2019. Queríamos uma praia na Croácia, e procuramos evitar Split que é o ponto mais popular por lá. Embora Dubrovnik também seja uma cidade bem cheia de turistas, a vontade de visitar pontos das filmagens falou mais alto.
Chegamos lá de avião, vindo de Zagreb, e ficar na janela do lado esquerdo foi bem legal, pudemos ver todo o litoral enquanto o avião se aproximava.
Dubrovnik vista do avião
Final de junho, bastante calor, bom período para estarmos lá. Mas essa também é a opinião de muitos turistas, então, fomos preparados para uma cidade lotada. Ficamos hospedados em um AirBnB dentro da parte histórica (murada) da cidade, uma boa escolha pra ficar mais no clima de cidade medieval, bem no meio da área turística, mesmo pagando um pouco mais por isso, e também tendo os turistas fazendo barulho durante a noite toda. O prédio em que ficamos era um edifício que, se não era da era medieval, era bem próximo… portas grandes e pesadas de madeira maciça, uma cisterna logo no hall de entrada. Uma vez dentro do apartamento, todas as facilidades da vida moderna… rs
Laura e a porta do nosso prédio em Dubrovnik
Rua em Dubrovnik
Como costumavam ser as cidades medievais, a parte histórica/turística de Dubrovnik é uma cidade toda murada, o que dá um charme adicional. Há inúmeros portais de entrada na cidade, que “cresceu para fora das muralhas, em particular nas encostas e ao longo do litoral. Dubrovnik fica numa parte da Croácia que é uma “tripa” de litoral, limitado pelo mar por um lado, e pela Bósnia e Hezergovina do outro, nas montanhas. Essa “tripa” inclusive é separada da outra parte da Croácia por uma parte da Bósnia, ua situação interessante. Quando saímos de Dubrovnik para irmos para Sarajevo, fomos de ônibus e cruzamos as fronteiras algumas vezes pelo caminho…
Croácia em amarelo, Bósnia em branco (Dubrovnik é uma faixa vermelha ao sul)
Mesmo para quem conhece outras cidades medievais, como é o meu caso, a arquitetura ainda impressiona, e essa proximidade com o mar deixa a cidade mais simpática e colorida. Por ser uma cidade extremamente turística, fomos super bem tratados, bem acolhidos, com a exceção de uma vendedora em uma loja de quinquilharias que estava muito de mau humor…
Dubrovnik à noite
Um dos portões de entrada da cidade antiga em Dubrovnik
Os passeios que fizemos foram praticamente todos dentro da cidade antiga, há um modo de circular por cima das muralhas, dando a volta completa (se for no verão, leve água, pare para descansar, tome sorvete nos pontos de parada, vá com calma). Essa caminhada proporciona belas vistas da cidade e da baía. Há alguns lugares que fazem menção a Game of Thrones, como a escadaria da vergonha e a “Baía da Água Negra”. Há passeios programados guiados pelos locais de filmagem, mas acabamos fazendo sozinhos mesmo.
“Escadaria da vergonha”, na série e ao vivo
Baía (da “Água Negra” em Game of Thrones)
E a praia?
O único passeio que fizemos fora das muralhas da cidade foi quando pegamos um Uber e fomos a Cava, onde há o Coral Beach Club, uma praia bonita, tranquila aparentemente frequentada somente por turistas. As coisas ali eram bem caras, mas tinha toda a infra, com espreguiçadeiras, toalhas, banheiros, etc
Coral Beach Club, em Cava
Mar Adriático: check!
Um bom lugar para se passar algumas horas, relaxar, tomar banho de mar (não podia voltar sem dar um mergulho no Mar Adriático!). Nos despedimos da Croácia em grande estilo, com aquela sensação gostosa mas um pouquinho frustrante de que poderíamos ter ficado um tantinho mais… mas ainda tínhamos mais destinos antes de voltar pra casa…
Se no Brasil existe um pedacinho do Paraíso, certamente fica nesse lugar…
Esta ilha é realmente paradisíaca e indescritível em suas maravilhas… A cor de suas águas hipnotiza e aparenta se tratar de uma miragem, dada sua beleza! Para quem gosta de praia e um lindo mar é um passeio imperdível dentre aqueles mais sonhados… as referências datam de outubro de 2005, quando estive por lá…
A ilha, vista do avião ao chegar
Pôr-do-sol
Praia da Conceição no Bar do Meio: tive a experiência de acompanhar o pôr-do-Sol ao som de Pink Floyd num bar que fica na Praia do Meio (Bar do Meio) e foi no primeiro dia da viagem. Experiência para ficar realmente deslumbrado com a beleza do local.
Pôr-do-sol no Forte do Boldró: Com vista para os Morros Dois Irmãos, o local fica bastante movimentado a partir das 17hs, com turistas procurando a bela paisagem. Há no local um barzinho com música ao vivo. Fui na última noite na ilha.
Pôr-do-SolPôr-do-Sol
Caminhada – Praias do mar de dentro
Seguindo por uma trilha indispensável aos que gostam de caminhar: iniciando pela trilha da Costa Azul, com saída na praia da Conceição até a praia do Bode. O ponto mais difícil para a passagem está nas pedras entre as praias da Conceição e do Boldró. Ao longo dessa trilha, vários pontos bonitos para fotografar e também acompanhar os mergulhos certeiros dos atobás no mar, muito próximo à praia, para capturar peixes. Segue pela trilha Esmeralda, saindo da praia da Cacimba do Padre até a Baía do Sancho. No final da praia da Cacimba do Padre estão localizados os morros dois irmãos, um dos mais conhecidos símbolos de Noronha. A partir daí, chega-se à Baía dos Porcos (não sem antes perder preciosos momentos num mirante à sua direita, de onde se observa bem de perto aquela que é é considerada a segunda praia mais bonita do Brasil – na minha opinião, o lugar mais bonito da ilha). A Baía dos Porcos, apesar das pedras ao seu redor, permite a prática de snorkel e se observa uma rica fauna marinha, principalmente entre as pedras. Na maré baixa, forma-se um aquário natural nos corais, repleto de peixes, cuja entrada para mergulho é proibida, mas a visão que se tem de cima dele é deslumbrante. Seguindo pelo último trecho da trilha para a Baía do Sancho, considerada a praia mais bonita do Brasil. Na época de chuvas (não era o caso na época), há a formação de uma cachoeira no paredão ao seu redor. Muita vida marinha e um mar bem tranqüilo para a prática de snorkelling. Há escadas entre as rochas que permitem o acesso à baía (escadas de metal incrustadas numa fenda entre as rochas, certa dificuldade em se utilizar delas). Ao topo, tem-se uma visão bonita da baía, e um acesso ao imperdível mirante da baía dos Porcos, um lugar emocionante com uma vista simplesmente indescritível de tão bela. Ao final do dia, o pôr-do-sol na baía do Sancho, também muito belo…
Baía dos Porcos
Baía do Sueste
Fui de ônibus circular na rodovia BR-363 até lá. Local de alimentação das tartarugas marinhas. Uma praia bela com um mangue ao fundo (o único em ilha oceânica do Brasil) e com muita vida em suas águas. A prática de snorkel é freqüente, porém não vi nenhuma tartaruga, como a maioria dos turistas, mas vi um filhote de tubarão e uma arraia grande, além de várias espécies de peixes que se tornaram conhecidos ao longo dos outros dias. Do Sueste, caminha-se até a ponta das Caracas, um mirante belo para se apreciar o mar e aves marinhas que voam muito próximas de nós (atobás, fragatas, entre outros). Dali seguem mais uns 15 minutos de caminhada até a praia do Leão, local de desova das tartarugas e considerada a 3a praia mais bonita do Brasil. De dezembro a junho o acesso a ela é interditado por ser época da desova. Ao final dessa praia, há uma agradável e transparente piscina natural muito rasa formada entre as rochas e corais, com muita vida marinha.
Mergulho
Certamente um local maravilhoso para aqueles que gostam de outras sensações no mar… as fotos subaquáticas foram muitas, mas quando não sai mal enquadrada, sai fora de foco, os peixes não colaboram, não ficam quietos… mas deu pra salvar algumas…
Mariquita, um dos peixes mais comuns por lá
Fiz à época os mergulhos autônomos com a operadora Atlantis (a mais recomendada). No primeiro dia fomos em dois pontos: o Buraco do Inferno e Cagarras rasas. Conhecemos vários peixes, arraias, uma moréia verde e uma pintada, em uma água translúcida num mergulho muito bom.
Raia encontrada em mergulho livre
Fomos também, em outro dia, ao Canal da Rata onde encontramos uma tartaruga verde; e Cagarras fundas, com mar bem agitado devido à chegada de um suel (fenômeno que causa muita agitação do mar e alta da maré) na ilha.
Frade, bastante comum também
No geral, em qualquer lugar na ilha em que haja água, você pode colocar um snorkel e sair nadando, praticando mergulho livre (sem cilindro) e certamente você encontrará muita vida marinha, risco de esbarrar em tartarugas, tubarões-lixa, raias, e vários outros amigos…
Peixe-borboleta
Atalaia
Trilha da Praia do Atalaia, um lugar com formações rochosas que formam uma grande piscina natural (um verdadeiro aquário) na maré baixa, com muitos peixes ornamentais, corais e esponjas. O acesso ao local é controlado pelo Ibama, que permite um número reduzido de pessoas por vez com tempo controlado de flutuação na piscina. Mais um passeio recomendável e imperdível.
AtalaiaPraia do Atalaia
A praia do Leão é considerada uma das mais bonitas do Brasil, e é o local onde fica o “berçário” das tartarugas… dependendo da época do ano, o acesso é proibido.
Praia do Leão
Baía do Sancho
Voltando à praia do Sancho, depois de visitá-la via caminhada, desta vez de ônibus pela BR e de lá uma carona até a entrada da baía. Descemos pela fenda após mais preciosos momentos no mirante da Baía dos Porcos. O mar agitado e o guarda do IBAMA desaconselhavam o banho de mar e o snorkelling. Para chegar ao Sancho, existem 3 meios: de barco, pela trilha vindo da vizinha Baía dos Porcos, e pelo alto do “paredão” que a cerca, descendo por fendas e escadas entre as rochas. Vale a pena ir para lá dos 3 jeitos, só para ter uma desculpa para visitar mais vezes esse lugar maravilhoso…
Chegando à Praia do SanchoPraia do Sancho, considerada a mais bonita do Brasil
Passeio de Barco
Fiz o passeio de barco pelo mar de dentro (embarcação Naonda, R$ 70/pessoa). Nesse passeio, saímos do porto e fomos até as ilhas secundárias, e depois até o outro extremo na Ponta da Sapata. No caminho, passamos por todas as praias deste lado de ilha e durante algum tempo fomos acompanhados pelos golfinhos rotadores, que chegam muito próximo ao barco, proporcionando uma emoção única, além de belas fotos. No passeio passamos pela Baía dos Golfinhos, somente do lado de fora dela, pois o acesso não é permitido, não se chega nem por terra nem por mar, o mais próximo que se chega é do alto de um paredão de pedra, no Mirante dos Golfinhos
Golfinhos acompanhando o barco
Mirante dos golfinhos
É preciso separar um dia para acordar bem cedo e ir ao mirante dos golfinhos – que permite uma vista da Baía dos Golfinhos – para ver o seu rodopio matinal. Por volta das 6hs eles chegam em grupos à baía dando um espetáculo para quem lá está. Um binóculo ajuda bem, eles não costumam brincar tão perto assim…
A volta
A volta dá uma sensação forte de tristeza, aquele é um local de extrema concentração de belezas naturais. Certamente, para quem curte a natureza em sua forma intocada, irá desfrutar belas paisagens, águas, animais e muito mais!!!
Dicas gerais:
– Lugares imperdíveis: praticamente todos… não deixe de passar pelos mirantes, tirar muitas fotos, colocar o snorkel e a máscara para qualquer lado, certamente vai ver coisas lindas por lá…
– Procure se programar para ficar uma semana, para que possa conhecer praticamente toda a ilha e até repetir um ou dois passeios preferidos. Assistir ao pôr-do-sol cada dia em um lugar para encontrar o preferido também é uma bela pedida…
– Vale a pena contratar um pacote? Na época, não valia a pena. Os pacotes faziam conjugado com Recife ou Natal, e isso limitava os dias na ilha (ainda por cima conta que você perde horas consideráveis no dia de chegada e no dia de partida). Contratei somente o voo e hospedagem. Os passeios podiam ser facilmente contratados na ilha, sem necessidade de agendamento prévio, e muitos deles davam para fazer sozinho. Isso foi há 15 anos, algo pode ter mudado…
– No avião, para ir a Noronha vindo do Recife, fiquei à esquerda (no caso do Boeing da Varig, assentos ABC), e o avião se aproxima da ilha por este lado, mas entra pelo outro, o que proporciona uma volta completa com uma vista muito bonita ao redor da ilha.
– Andar de ônibus ou caminhar é uma boa pedida, fiquei a semana sem sentir uma grande necessidade de alugar um buggy, quando necessário conseguimos umas caronas amigas, pedidas assim, na estrada mesmo.
Sarajevo, na antiga Iugoslávia (para os mais velhos), atual capital da Bósnia e Herzegovina (esse é o nome completo do país, e não somente Bósnia, lá aprendi que são duas regiões distintas separadas pelas montanhas: Bósnia a parte mais alta, Herzegovina a parte mediterrânea), foi um dos nossos destinos do verão de 2019. Eu sempre tive muita curiosidade de conhecer essa região, por uma série de motivos que na verdade norteiam a minha vontade e o meu prazer de viajar: conhecer e conversar com pessoas de culturas diferentes, belezas naturais, e, acima de tudo um lugar cuja história recente me deixava muito curioso, por conta da guerra nos anos 90, final da minha adolescência e início da minha vida adulta. Eu me lembrava das notícias da época, mas gostaria de ver, andar pelas ruas, conversar com pessoas que viveram aquela época, ouvir sobre o que estaria por trás das notícias que cruzavam o Atlântico. Após passarmos por Paris, Ljubljana(Eslovênia), Zagreb e Dubrovnik (Croácia), chegamos em Sarajevo… Depois de vários dias pulando de um AirBnB para outro, em Sarajevo optamos por usar minha pontuação e ficarmos no Novotel, acima da média para o que estamos acostumados.
Latin Bridge, local do assassinato que iniciou a I Guerra Mundial
Sarajevo é uma cidade que fica em um vale, cortada por um rio, e essa geografia tem papéis importantes nos acontecimentos históricos por lá. A Latin Bridge (foto acima) é uma ponte onde o herdeiro do Império Austro-Húngaro foi assassinado, sendo este o estopim para o início da I Guerra Mundial em 1914. E o fato da cidade ficar em um vale favoreceu a ação dos atiradores sérvios durante a Guerra da Bósnia nos anos 90 (nota: os Sérvios e Croatas a chamam de “Guerra Civil”, os Bósnios a chamam de “Agressão”, uma demonstração de que as feridas ainda estão por lá). Uma guerra por território que se transformou na tentativa dos Sérvios (cristãos ortodoxos) de através de uma “limpeza étnica” eliminar os Bósnios (muçulmanos).
A atmosfera, ao menos no setor mais turístico central, é muito acolhedora. Cuidados básicos com cobranças a mais dos turistas, como em quase qualquer lugar, é recomendável, em especial com taxistas. As construções, em especial as mais próximas ao rio, estão cheias de buracos de balas, o que impressiona. A culinária é um capítulo à parte, muita influência do oriente médio(o que no Brasil chamamos de árabe/turca/síria), misturada com a culinária mediterrânea, muito carneiro, falafel, kafta, molhos… os doces são um capítulo á parte, prove a melhor Baklava do mundo no Baklava ducan Sarajevo. No geral, come-se bem e barato (informação de junho/2019, com o Euro valendo cerca de R$ 4,50, e o BAM – moeda local – valendo R$ 2,25).
Locais que devem ser visitados necessariamente:
Latin Bridge
Catedral Ortodoxa
Baščaršija(Leia-se Bacharchia), bairro central e turístico
Túnel de Sarajevo
Mesquita Gazi Husrev-beg
Sebilj, fonte (de água) feita de madeira, estilo Otomano
Interior da Mesquita Gazi Husrev-beg
As mesquitas são muito bonitas, é bom sempre se informar sobre estarem abertas à visitação turística ou não, e os horários. Um cuidado especial deve ser tomado em relação à vestimenta, sapatos devem ser deixados de fora, e mulheres devem necessariamente cobrir os cabelos. Em geral são fornecidos véus ou lenços se as turistas precisarem. Em todas as mesquitas há fontes de àgua onde os fiéis se lavam antes de entrar na mesquita, no geral os turistas não as utilizam.
O Túnel de Sarajevo tem uma estória que vale a pena contar: no início do cerco a Sarajevo pelas tropas sérvias (que durou inacreditáveis 4 anos!), o presidente da França esteve no aeroporto da cidade, em conversas com as forças sérvias para negociar que o aeroporto pudesse ficar seguro para ações humanitárias da ONU (e não negociou o cerco em si). Com essa zona “livre”, os habitantes de Sarajevo que resistiam ao cerco fizeram um túnel de quase 1 km saindo de uma casa e atravessando por baixo do aeroporto, por onde abasteceriam a cidade por anos com mantimentos, armas, transportavam feridos, até animais. Essa casa e parte do túnel são visitáveis ainda hoje. É uma estória impressionante de luta e resistência. Consta que embora os espiões sérvios soubessem da existência do túnel, o deixaram pois achavam que estariam evacuando a cidade, quando na verdade o utilizavam para fortalecer suas forças de resistência.
Prédios com marcas de balas de mais de 20 anos atrás
Durante o cerco, os atiradores nas montanhas e locais altos alvejavam os pedestres. Consegue imaginar uma rua onde ao invés de placas “Cuidado, veículos”, havia placas “Cuidado, atiradores”? Pois então…
Fotos do cerco expostas na visita ao túnel
Além de Sarajevo
Tivemos a sorte de contratar a Funky Tours (encontrada via Trip Advisor), com a guia Armina (que foi uma excelente guia e nos ensinou tudo a respeito do país e da guerra) para um passeio de um dia para Međugorje (leia-se Mêdiugori), um local de peregrinação cristã onde há relatos de aparição de Nossa Senhora. Esse tour incluía algumas paradas que valeram muito a pena, num parque com cachoeiras (Kravica Waterfalls) e numa cidade chamada Mostar, que por si só já valeria ficar um ou dois dias por lá.
Mostar é aparentemente uma cidade turística, e sua principal atração é uma ponte, destruída da guerra e reconstruída posteriormente, e onde há competições de salto no rio. Durante nossa passagem por lá haviam homens “treinando” para pular e pedindo obviamente uma contribuição dos turistas. Alguns pagaram, mas demoramos uns bons minutos lá e nada de pulo…
Ponte em Mostar, com o candidato a saltador lá em cima, turistas com câmeras a postos…Cachoeira no caminho de volta de Međugorje
Međugorje é uma cidade que praticamente vive em função dos peregrinos, que vêm de todas as partes do mundo, e me lembrou muito de Aparecida do Norte, guardadas as devidas proporções. Uma catedral com uma grande área externa, local amplo para caminhar, com várias imagens religiosas pelo caminho. Como lugares assim ao redor do mundo, tem uma energia muito boa, um ambiente muito gostoso também. O principal atrativo da cidade é subir até a colina das aparições.
Área externa da Catedral em MeđugorjeColina das aparições
Uma outra parada interessante e rápida foi em uma cidade pequena chamada Počitelj, cidade toda feita de pedra, construída na Idade Média pelos turcos, foi destruída pela guerra e reconstruída após seu fim.
Počitelj
Para terminar, ao longo do dia agradável que tivemos com Armina, ela nos recomendou dois filmes que retratam partes humanas da guerra dos anos 90: No man’s land (Terra de Ninguém), um filme bósnio que se passa numa trincheira da guerra, e In the land of blood and honey (Na terra do amor e ódio), filme da Angelina Jolie. Ambos filmes muito bons, que assistimos quando voltamos de viagem. De uma maneira geral ficamos com a impressão de que as feridas da guerra ainda permanecem lá, a convivência entre os “diferentes” muçulmanos, cristãos e cristãos ortodoxos ainda é tensa, o governo é meio que dividido entre 3 presidentes, cada um eleito por uma das 3 divisões do país… pense num arranjo que não tem como dar certo no longo prazo…
Sarajevo foi uma experiência muito boa, conheci uma cidade sobre a qual tinha bastante curiosidade, sentimos e respiramos um pouco de sua história, e foi para mim para a lista de cidades preferidas ao redor do mundo.
Para o meu primeiro post de viagens, acabei escolhendo essa que foi meu primeiro contato com um país que se afastava um tanto das tradições ocidentais, embora fique ali literalmente “na fronteira” entre o Ocidente e o Oriente. Onde coloquei o “pé” na Ásia pela primeira vez… Como fiz essa viagem há bastante tempo, algumas coisas podem ser traídas pela memória, mas ainda consigo me lembrar de boa parte delas. Istambul é a maior cidade e a mais conhecida da Turquia (mas não é sua capital, a capital turca é Ankara!), cortada ao meio pelo Estreito de Bósforo, o que faz com que a cidade fique parte na Europa, parte na Ásia, oficialmente. Uma cidade com arquitetura magnífica, e com muita História, muitos locais e fatos que influenciaram civilizações ao longo do tempo.
Essa viagem à Turquia foi a última escala do giro pela Europa em abril de 2008 (depois de Berlim, Barcelona e Atenas). No planejamento da viagem, procurando por dicas na internet, em um site sobre viagens, encontrei um brasileiro (Dilermando) que já tinha ido para Istambul, e pegamos várias dicas preciosas. Entrei em contato, e aí eu descobri que eu, que programo bastante as viagens, na verdade sou um amador… ele me passou uma planilha onde planejava dia-a-dia uma estadia completa de uma semana em Istambul, com horários, locais e detalhes… Achei meio exagerado, mas é uma solução quando se tem pouco tempo. De qualquer forma, tirei informações importantes para montar o roteiro.
A hospedagem foi no Hotel Antique, que é bem simples porém extremamente bem localizado, muito próximo ao centro turístico da cidade, vizinho da Mesquita Azul e da Hagia Sophia, duas construções magníficas e principais pontos turísticos da cidade.
Vista de Istambul: Mesquita Azul (à esquerda), Hagia Sophia (à direita)
A chegada em Istambul foi no dia 5, no aeroporto Ataturk, vindo de Atenas, na Grécia – Aqui já cabe uma dica: indo para Istambul de avião, verifique se o aeroporto de destino é esse, algumas empresas, notadamente as low cost, costumam fazer vôos para outro aeroporto, distante uns 60 km da cidade, o que pode lhe fazer gastar um tanto a mais e perder um tempo precioso -, o acesso a partir do aeroporto de Ataturk é fácil, via metrô e tram chega-se facilmente ao bairro de Sultanahmet, o centro turístico. A primeira impressão sobre a cidade, ainda vista do avião, foi a quantidade de mesquitas na cidade(são quase 3000, depois fiquei sabendo), identificadas pelos minaretes, que são as torres, mais finas do que as torres das igrejas cristãs. Destes minaretes saem o som com versos em árabe chamando todos para a hora da reza. Junto com os chás servidos em pequenos “shots”, são as imagens que mais me remetem a Istambul…
Minarete de Mesquita em Istambul
Chá na doceria em Istambul
E pelo caminho do aeroporto para a cidade, pode-se ver esses templos, de todos os tamanhos e por todos os lados. Chegando ao hotel, mochila descarregada e já iniciei a caminhada pela cidade. A primeira escolha foi ir caminhando de Sultanhamet até o Grande Bazar, passando pela praça em frente a Hagia Sophia e à Mesquita Azul. O Grande Bazar é um mercado antigo, onde se vende praticamente de tudo. O que espanta nele é o tamanho, enorme, gigante. Dificilmente você consegue entrar por onde saiu ou ter a noção de onde está quando sai. Dezenas de ruas apertadas, vendedores pulando à sua frente oferecendo todo tipo de quinquilharias e, é claro, os maravilhosos doces de Istambul… 😛 Uma delícia a parte, simplesmente maravilhosos. Na saída do Grande Bazar, fomos caminhando pelas ruas tortuosas do bairro para chegarmos ao Mercado Egípcio, ponto de venda de especiarias (e doces também), que fica um pouco mais ao norte do Grande Bazar. Era sábado e as ruas estavam lotadas de gente, o comércio local fervilhando. Cuidados normais quando se está no meio de aglomerações: cuidado com bolsas, carteiras, qualquer coisa que possa ser sorrateiramente retirada de você quando estiver distraído. Nada de pânico, mas é uma dica saudável. Ali e em qualquer outro lugar de comércio, vai uma dica: pechinche e negocie, sempre. Eles aparentemente até gostam disso, ficam um pouco decepcionados quando você leva o produto pelo preço anunciado, sem barganhar… vai entender…
Grande Bazar
Doces no mercado egípcio
Especiarias no mercado egípcio
Passeios imperdíveis
Dentre os passeios imperdíveis, posso destacar: Hagia Sophia, Mesquita Azul, Museu Militar, Palácio Topikapi, a apresentação dos Dervixes Rodopiantes (dança sufi), além de um passeio de barco pelo Bósforo, até o Mar Negro. Passeios pelas ruas são altamente recomendáveis, o grande número de mulheres de burca pode lhe chamar a atenção se for a primeira vez num país com predominância muçulmana. De qualquer forma, a boa educação manda ter discrição, e evitar fotos.
Hagia Sophia
A visita a esse local, por si só, já valia a viagem. É uma das construções mais impressionantes e bonitas que já vi. Foi erguida no século VI para ser a catedral de (na época) Constantinopla, no Império Bizantino. Com a queda de Constantinopla em 1453 (retomada pelos turcos, fato que marcou o fim da Idade Média), passou a ser uma mesquita, e assim permaneceu até o século passado, quando virou um museu, na década de 1930. Essas mudanças geraram um fato curioso, que faz desse um lugar tão único: o interior da catedral foi originalmente decorado todo com mosaicos feitos de milhares de pedaços de vidro e folhas de ouro. Várias representações de figuras bíblicas, imperadores, imperatrizes e herdeiros. A questão é que a religião muçulmana não permite a reprodução de figuras humanas, assim, quando a catedral foi transformada em mesquita no século XV, todos os mosaicos foram “tampados”, cimentados e pintados com motivos islâmicos. Esse tesouro artístico ficou assim por séculos, até que quando ela foi “secularizada” e transformada em museu no século XX, os mosaicos com imagens cristãs de 15 séculos atrás apareceram, e passaram a conviver lado a lado com a decoração muçulmana, criando uma atmosfera única no mundo, emoldurada pela grandeza de seu domo central.
Recentemente, em julho de 2020, o presidente turco revogou a lei do século passado que a transformou em museu, e agora ela passa a ser novamente uma mesquita. Não tenho informações a respeito de como ficarão as visitas e os mosaicos descritos acima. Espero que continue sendo um local de visitação onde símbolos de ambas as religiões possam conviver de alguma forma. Mas não sei se isso vai ocorrer.
Interior da Hagia SophiaMosaico decorado com folhas de ouro na Hagia SophiaEntrada da Hagia Sophia
É uma construção magnífica, que realmente vale a pena passar horas visitando, entendendo sua História e admirando seu interior.
Mesquita Azul
Entrada da Mesquita Azul
A Mesquita Azul (Blue Mosque) ou Mesquita do Sultão Amade (em turco: Sultanahmet Camii) foi construída no século XVII pelo Sultão Amade para fazer frente à Hagia Sophia. Fica praticamente em frente, separadas por uma praça florida. É uma peça também única da arquitetura no estilo clássico otomano, e mosaicos de cor predominantemente azul
Mesquita Azul à noite
Todas as mesquitas têm um código de vestimenta para serem visitadas: é necessário deixar o sapato do lado de fora para entrar. Shorts, minissaias, bermudas ou camisetas sem mangas não são recomendados. Mulheres devem cobrir os cabelos. No geral, nas mesquitas que são frequentadas por turistas, há funcionários distribuindo panos e véus para que as pessoas cubram as partes que – segundo eles – desrespeitam o lugar. Respeito e empatia fazem bem, aqui e em qualquer lugar do mundo, sempre.
Mesquita Azul
Na entrada de cada mesquita, uma fonte para se lavar antes de entrar
Momento da reza em uma mesquitaInterior da mesquita Rüstem Pasha
Palácio Topikapi
Esse palácio (hoje um enorme museu) foi construído logo após a (re)tomada de Constantinopla(Istambul) pelos turcos, no século XV, ordenada pelo Sultão Mehmet, “O conquistador”, e foi o mais importante palácio até o início do século XVII. Uma das principais atrações é o harém, onde viviam as mulheres da família do Sultão. Segundo consta, todas as noites ele ia até lá para escolher dentre as suas dezenas de mulheres qual passaria a noite com ele. A maior parte da exposição do palácio não permite fotos, mas tirei algumas do harém (permitidas) e da entrada do palácio, onde antigamente ficavam lanças que expunham cabeças dos condenados executados bem ali, na praça em frete.
Mesmo sem fotos, as coisas de que mais me lembro de ter visto lá dentro foram: um relicário que continha as barbas do profeta (sim, o próprio, Maomé) e o cajado de Moisés, bem conservado e guardado atrás de um vidro. Outras duas peças importantes são a famosa Adaga Topikapi, cravejada de esmeraldas, e o Diamante Spoonmaker’s, considerado o quarto maior diamante do mundo. Uma outra coisa que me chamou a atenção tem a ver com a História da Religião Muçulmana: lá vi a estória de que Maomé, quando teve sua primeira revelação onde Deus, através do anjo Gabriel teria lhe revelado coisas que seriam a base do Corão, iniciou sua pregação e teria enviado uma carta ao Papa, explicando as revelações. Se essa carta existiu provavelmente nunca foi levada a sério, mas já imaginaram como o mundo seria diferente hoje se tivesse sido?
Entrada do Palácio Topikapi. Na lança acima ficavam expostas as cabeças dos condenados decapitados
Entrada do Harém do Sultão
Corredor do Harém do Sultão
Museu Militar
O que mais me chamou a atenção nesse museu é como é interessante ver como a História é contada “pelo outro lado”. Para nós, nas aulas de História na escola, o marco do final da Idade Média foi a “tomada de Constantinopla pelos turcos”, e pronto. Sem detalhes. Indo nesse museu (e também no Topikapi) a batalha épica é contada com detalhes, e ali descobrimos que a cidade foi tomada “de volta”, considerando que durante séculos ficou sob o domínio cristão do Império Romano do Oriente (ou Império Bizantino), e os muçulmanos estariam a tomando de volta, após anos de perseguição no contexto das Cruzadas. A campanha do Sultão Maomé II, “O conquistador”, e explicada com minúcias, está lá exposta a corrente que “fechava” o Estreito de Bósforo para evitar invasões por barcos. É contado como ele conseguiu transportar os barcos via terra, para invadir pelo outro lado do Bósforo. Uma coisa imperdível é a apresentação da banda do exército Otomano, com instrumentos e trajes típicos. Vale a pena se informar para saber datas e horários das apresentações (são frequentes mas não diárias).
Apresentação da Banda do Exército OtomanoCorrente usada para fechar o Estreito de Bósforo, exposta no Museu Militar
Passeio ao Mar Negro
Essa foi uma dica espetacular do Dilermando: pegar o barco de linha (não é um barco turístico) no cais de Eminönü, para fazer o trajeto de Istambul a Anadolu Kavagi, já na extremidade norte do estreito do Bósforo – descer em Anadolu Kavagi, subir à pé às ruínas da fortaleza bizantina do século XIV no alto do morro, de onde pode-se ver o Mar Negro – maravilhoso !
Fotografando o Mar NegroCasas ao longo do passeio de barco
Ruínas ao longo do passeio de barco
Ruínas proximas ao mirante do Mar Negro
Dança Sufi
Como última dica imperdível de Istambul, fica o espetáculo dos Dervixes Rodopiantes. Os dervixes são uma confraria religiosa muçulmana de caráter ascético ou místico (sufi). A ordem dos Dervixes Rodopiantes fundou-se no século XIII e é a mais conhecida da Turquia. Eles entram em uma espécie de transe durante a dança, e (obviamente) rodopiam durante vários minutos que parecem não ter fim… um espetáculo bonito, de pouco menos de uma hora, vale a pena.
Dançarino
Se você chegou até aqui, obrigado… Foi ficando meio grande esse post, pensei até na possibilidade de dividir em duas partes, mas acabei desistindo… Espero que tenha gostado. Até a próxima!
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