No verão europeu de 2019, fizemos nossa passagem pela região dos Bálcãs, que há muito estava na minha lista de desejos, e a última etapa foi na pouco conhecida e pouco falada República de Montenegro, logo após nossa passagem por Sarajevo, na Bósnia e Herzegovina.
Kotor: Cidade medieval, murada e “espremida” entre as montanhas e o Mar Adriático
Ficamos hospedados na capital do país, Podgorica (pronuncia-se “podgoritza”), mas como tínhamos apenas dois dias por lá, acabamos pegando um ônibus e indo passar um dia inteiro em Kotor, no litoral.
Podgorica é uma cidade pequena, com menos de 200 mil habitantes, e não vimos muita coisa por lá. Fomos visitar a catedral ortodoxa, que realmente é muito bonita, vale a pena, e fora isso entramos em algumas lojas para bisbilhotar, ver os preços (a moeda é o Euro, mas as coisas são extremamente baratas). Uma coisa que chamou a minha atenção foi um copo à venda numa loja, fabricado pela Nadir Figueiredo, no Brasil, e estava sendo vendido lá pelo equivalente a menos de R$ 6 ( 0.95 euros ), e o conjunto de 6 copos por menos de R$ 30. No Brasil, custam respectivamente R$ 13 e R$ 50… vai entender…
Copos “made in Brazil” em loja de Montenegro, mais baratos do que no Brasil…
A catedral ortodoxa de Podgorica é um espetáculo à parte: bastante diferente das igrejas católicas com que estamos acostumados por aqui. Com muito dourado, imagens de santos misturadas com figuras históricas da Igreja Ortodoxa Sérvia, decoração impecável.
Catedral Ortodoxa de Podgorica, “Catedral da Ressurreição de Cristo”
Altar central da catedral
Interior da catedralPintura no interior da catedral, representando a consagração da mesma
Em Montenegro, o litoral é banhado pelo Mar Adriático, e ficamos sabendo de duas cidades que podíamos visitar: Budva e Kotor. Budva pareceu ser mais badalada e muvucada, então acabamos optando por Kotor. Foi uma boa escolha. Uma cidade cercada por uma muralha medieval, que começa no nível do mar e vai circundando a cidade, até as montanhas.
Muralha medieval de Kotor, que sobe até as montanhas
As ruas, como são normalmente nas cidades medievais, são todas estreitas, as construções todas também da época medieval (a cidade é tombada como patrimônio cultural mundial pela UNESCO. A cidade fica numa baía, e obviamente aproveitei também para tomar um banho de mar por lá.
Mergulhando na baía de Kotor, no Mar Adriático
Ruas estreitas na cidade, herança medieval
Baía de Kotor
Praça ao lado da muralha de Kotor
Igreja ortodoxa em Kotor, construção do século XII
No geral, gosto muito de conhecer e passear em cidades com as construções medievais conservadas, como Dubrovnik, Ljubljana, entre outras onde já estive. Uma sensação gostosa de viagem no tempo, embora no geral a exploração turística seja bem forte. Se você consegue sair um pouco da muvuca e encontrar locais mais tranquilos, é bem legal.
E em Montenegro terminamos nossa viagem no verão europeu de 2019, em que viemos de Paris e fomos descendo: Eslovênia, Croácia, Bósnia e Herzegovina e finalmente, Montenegro. Sensação de que, pra variar, seriam necessários mais dias para aproveitar mais, conhecer mais lugares, explorar e conhecer um pouco mais… mas, fica pra próxima.
Uma cientista dedica a vida fazer contato com algum tipo de inteligência extraterrestre
Esse filme de 1997 permanece na lista de meus filmes preferidos. É uma história baseada no livro homônimo escrito por Carl Sagan, um dos maiores divulgadores científicos do século XX, reconhecido pelo seu trabalho e pela divulgação da ciência junto ao público em geral. O filme está disponível para locação e compra aqui, no Youtube. Vale muito a pena.
É uma estória de ficção científica, e praticamente tudo o que acontece no filme tem forte embasamento científico, até pelo fato do texto original ser de um cientista. Mas é uma narrativa que trata de muito mais do que ciência, trata de uma vida dedicada à ciência de uma maneira obcecada (paralelos entre a protagonista e o próprio Sagan são inevitáveis), traz questionamentos entre ciência e fé, outro tema que Sagan também tratou bastante durante a vida. Traz questões filosóficas que nos intrigam desde sempre, e que ainda seguirão intrigando por muito tempo. E traz ainda um tanto de poesia, principalmente ao tratar da relação da protagonista com o pai, falecido na infância dela. Acho que essa mistura, e essa questão do pensamento aberto, sem limitações, e o questionamento de tudo, é o que me atrai nesse filme.
Tudo gira em torno de Ellie, interpretada por Jodie Foster, uma astrônoma brilhante e obcecada pelo projeto de conseguir contato com formas de vida alienígenas. Desde a infância, incentivada pelo pai, ela se comunicava com pessoas em lugares distantes, com equipamento radioamador. Ela enfrenta muito ceticismo e até é vítima de piadas ao longo da carreira por conta do que seria o desperdício do seu potencial como cientista ao se dedicar a algo tão “improvável e sem importância”. As coisas começam a mudar quando ela finalmente consegue encontrar algo, e mudam mesmo quando ela percebe que aos poucos é deixada de lado por oportunistas, inclusive por pessoas que nunca acreditaram em seu trabalho e até mesmo agiam para boicotá-lo. Um momento marcante é justamente quando uma das pessoas que boicotaram e desacreditaram o trabalho dela anteriormente, chega a ela e diz: “Eu gostaria que o mundo fosse um lugar justo e pessoas idealistas como você fossem recompensadas, mas infelizmente o mundo não é assim”. Ao que ela responde: “Achei que éramos nós que fazíamos o mundo”.
Extremamente cética, pragmática, prática e sempre buscando evidências científicas para tudo, no desenrolar da estória Ellie é confrontada até o limite da sua crença na ciência e na metodologia científica (outro tema caro a Sagan). Quando as notícias sobre o contato com os extraterrestres se espalham, é mostrado no filme quais seriam as consequências, pessoas se matando, pessoas querendo ser levadas para outro planeta, fanáticos religiosos agredindo os cientistas, coisas de todo o tipo. Olhando para o mundo como estamos hoje, não discordo nem um pouco dessa hipótese do filme.
O que realmente aconteceria na Terra se houvesse um contato extraterrestre algum dia? Deixando de lado os devaneios hollywoodianos de guerras contra invasões alienígenas e afins. É um questionamento interessante, se fizermos um paralelo com o que conhecemos ao longo da História: sempre quando houve algum contato entre civilizações com um abismo entre elas, o que ocorreu? Como nossas inúmeras religiões tentariam explicar essa nova descoberta? Como continuar valorizando os cientistas humanos se eventualmente conhecermos uma civilização muito mais avançada? Uma descoberta dessas inevitavelmente abalaria tudo em que acreditamos até hoje enquanto civilização, e certamente daria início a uma nova era, em todos os sentidos. Para o bem ou para o mal? Só saberemos quando for História…
O filme é bonito, gosto muito das mensagens que ele passa. Não é uma ficção científica com grandes efeitos especiais, mas eles aparecem quando necessário, e perfeitamente de acordo com a realidade, cientificamente falando. Certamente vai ficar na lista de filmes preferidos durante um bom tempo…
Tiger’s Nest, ou “Ninho do Tigre”, mosteiro mais famoso do Butão
“Butão, o país mais feliz do mundo”, é o que se costuma ouvir a respeito, e o que vai encontrar em incontáveis artigos na Internet. Estive por lá em 2014, com meu colega Carlos, na mesma viagem em que estivemos no Nepal, da qual falei em posts passados. Para mim foi o local mais longe em que estive até hoje, tanto física quanto metaforicamente falando, tão grandes são as distâncias física (15.600 km de casa) e cultural com esse país que fica no alto das montanhas no sul da Ásia. É realmente o país mais feliz do mundo? Não sei, mas abaixo seguem minhas opiniões a respeito, no que pudemos ver durante os 6 dias que ficamos por lá.
A primeira parte da aventura foi a descida no aeroporto de Paro, vindo de Kathmandu pela Drukair, companhia aérea butanesa. A aventura não foi por conta do avião em si, um Airbus 319 comum como os que costumamos utilizar em voos internos no Brasil. A questão é que o aeroporto é um dos mais difíceis de se pousar no mundo (existem menos de 10 pilotos treinados para pousar lá), pois ele fica num vale cercado por enormes montanhas a cerca de 5000 metros de altitude. Ao baixar das nuvens, o avião vai desviando literalmente das montanhas enquanto desce. Seria quase o equivalente a descer em Congonhas, São Paulo, tendo que ziguezaguear entre os prédios. Claro que com uma distância segura, mas foi uma experiência bem diferente.
Aeroporto de Paro, ali já tivemos o primeiro contato com a arquitetura do localDescendo do AirBus da Drukair, em Paro
Uma das coisas que nos chamou a atenção desde a preparação para essa parte da viagem foi o fato de que todo o processo de visto teve que ser feito pela agência que contratamos, e ela seria responsável por nós durante todo o tempo em que estivéssemos em solo butanês. Não é possível entrar como turista no país se você não tiver contratado uma agência local. E nós reparamos como isso era seguido à risca: assim que passamos pela imigração, nosso guia estava nos esperando, entramos no carro e fomos até o hotel, que ficava nas montanhas ao redor da cidade. Ao chegar no hotel o guia nos indicou o horário do jantar, do café da manhã e que estaria no dia seguinte lá às 8h para sairmos para os passeios. Perguntei se podíamos caminhar pela cidade à noite após o jantar, para conhecer, ele fez uma cara de quem não entendeu, e repetiu que no dia seguinte estaria lá às 8 para irmos conhecer a cidade. Ou seja, realmente não estávamos autorizados a circular sem a presença dele. Aí fomos aprendendo um pouco mais sobre o país.
O Butão é uma monarquia, governado pelo 5o rei da sua História, pois foi fundado como nação no início do século XX. E o primeiro parlamento butanês foi eleito em 2008. Ou seja, antes disso, a autoridade oficial era o rei – e só o rei -, consegue imaginar isso em pleno século 21? O pai do rei atual foi o inventor do termo de “Felicidade Interna Bruta”, e tornou o país o único a medir oficial e sistematicamente a felicidade da sua população. Como é o único país que mede esse indicador, pode oficialmente ostentar o título de “País mais feliz do mundo”
No carro, com a faixa presenteada de boas-vindas
Uma outra coisa que me chamou bastante a atenção foi a educação: não existem analfabetos e nem crianças fora da escola. O governo garante o estudo básico e nível médio também de todos os cidadãos, além de bolsas de estudo universitário para os alunos mais destacados, na universidade local ou até mesmo no exterior. Se há uma aldeia isolada nas montanhas onde há uma criança, o governo desloca um professor para lá. Ninguém fica sem estudar. Apesar disso, a economia desse país pequeno espremido entre a Índia e o Tibet (ocupado pela China) depende basicamente do cultivo de arroz e maçã, e, mais recentemente, do turismo.
O fato de nós, turistas, só podermos circular em locais pré-determinados e com a companhia de um guia nos leva a crer que não querem que vejamos a pobreza da população, ou alguma outra coisa. E o roteiro tem que ser seguido à risca mesmo. Havíamos ouvido falar de um restaurante na lista das melhores vistas do mundo, e dissemos ao guia que gostaríamos de jantar lá. Ele disse que não estava coberto no pacote, e dissemos que pagaríamos à parte. Ele disse que ia reservar, mas no dia marcado veio com uma conversa que o restaurante estava fechado para um evento, e iríamos jantar numa fazenda típica butanesa, com banho quente nas pedras como opcional. Depois acabamos achando que o guia tinha esquema com os donos da fazenda e não queria perder a oportunidade.
No Butão as coisas que mais chamam a atenção e que valem a pena visitar são os mosteiros no alto das montanhas, os Dzongs (fortalezas que hoje são museus ou abrigam departamentos do governo), além das montanhas e monumentos. As vistas são estonteantes e certamente sem iguais ao redor do mundo.
Dzong mais famoso, o Tashi Chho, onde fica a sede do governo monarquistaDentro do Tashi ChhoDzong em ParoBuda pintado na rocha, em ThimpuCulto em praça pública em Paro, com distribuição de almoço
E assim como nós temos o Cristo Redentor, lá na entrada do vale onde fica a cidade de Thimpu, capital do país, há uma estátua enorme de Buda, no chamado Buddha Point, no alto da montanha de onde se avista a cidade, como que a abençoando. Impossível não fazer o paralelo com o Corcovado.
Estátua de Buda no Buddha Point
Os Dzongs foram as construções que mais me chamaram a atenção, pela sua imponência, tamanho, e pela beleza arquitetônica.
Dzong em PunakaPlantações de arroz em Punakha, com bandeiras coloridas que pro Budismo representam os elementos do UniversoNa escola de artes, trabalho de carving dos alunosAluno fazendo escultura em argilaPonte pênsil, “abençoada” pelas bandeirinhas
É só não olhar pra baixo…
Mosteiro no alto das montanhas, onde os monges passam 3 anos em retiro na complementação de sua formação, que dura no total 12 anosMemorial Chorten, em Thimpu: Estupa construída em homenagem ao terceiro rei do Butão pela sua mãe, que sobreviveu a ele
Uma outra coisa que vimos bastante foram as estupas, que são construções que contém algum tipo de relíquia religiosa. Existem grandes, como templos, e também pequenas.
Conjunto de 108 estupas em Dochula Pass, com as montanhas do Himalaia ao fundoEstupas em Dochula Pass
Início da caminhada para o Tiger’s Nest, mosteiro mais famoso do Butão (dá pra ver lá em cima?)
Chegando no Tiger’s Nest (lá dentro não são permitidas fotografias)Tiger’s Nest, mosteiro mais famoso do paísDzong de Paro à noitePortal de entrada de Paro (foto do rei no cartaz ao lado, a rainha estava ali também mas foi cortada na foto)
Foram poucos dias, mas bastante intensos no Butão. Certamente uma experiência diferente que levarei pra sempre na memória, juntando com outras tantas nessa caminhada apaixonada e curiosa sobre todos os cantos desse nosso mundo enorme…
(republicação de um post de 2008, no blog antigo…)
Fui assistir a esse filme, depois de ler o que minha irmã escreveu sobre ele. O filme é ótimo, e me fez pensar algumas coisas. A estória de uma menina francesa no início dos anos 70, que tem uma vida de uma família burguesa, excelente aluna de um colégio de freiras. A trama se desenrola quando os pais da menina se tornam ativistas socialistas, fazendo com que a vida da menina mude bastante em função disso. O interessante da estória é que tudo se desenrola a partir da visão da menina (cuja atriz consegue construir uma personagem fantástica), da sua percepção do mundo e das coisas que a cercam. Da mesma forma que em Kamchatka e Machuca, que contam estórias de crianças vivendo a ditadura argentina e o golpe militar no Chile, respectivamente. Sempre muito interessante colocar as coisas do ponto de vista das crianças, para quem tudo parece sempre simples e direto, quase óbvio. Faz-nos pensar nas contradições da nossa sociedade e nas nossas próprias. No caso da pequena Anna, personagem do filme, ela é uma menina de 9 anos extremamente inteligente, articulada, certamente devido à formação dada muito mais pelos seus pais do que pelo colégio. Extremamente questionadora, fica revoltada quando vê as coisas no mundo ao seu redor saírem da lógica em que sempre funcionaram. Os “barbudos vermelhos” (nas palavras de sua babá, uma cubana exilada anti-Fidel) entrando e saindo da sua casa, a mudança para uma casa pequena, tudo a leva a reclamar e questionar, pedindo as coisas da sua outra realidade de volta. Ao longo do filme ela começa a entender algumas coisas, chegando ao ponto de questionar o pai o porquê de ele ter se omitido e não participado dos protestos de maio de 68. Perguntas que obviamente, nem ele consegue responder direito. Mostra o crescimento e amadurecimento da menina que passa a compreender o mundo por uma outra ótica. Estória linda, tocante. E me fez pensar em como transmitir para nossos filhos uma formação questionadora e ao mesmo tempo lidar com nossas próprias contradições, nossos limites, nossos desencontros que muitas vezes não respondemos para nós mesmos. Tarefa dura essa. Mas depois de pensar, acho que preferiria poder fornecer aos filhos que ainda não tenho essa idéia de que o mundo tem contradições, o mundo precisa realmente ser questionado. Que não façamos desses filhos pessoas e cidadãos que nos repitam, mas que questionem, inventem, mudem e consigam fazer com esse mundo coisas que nós e nossos pais não conseguimos. Esse mundo merece.
Sequência de “causos” marcantes ocorridos nas minhas viagens… já publiquei a parte 1, parte 2 e parte 3, ainda não leu?
Alemã que não esconde a alegria (era após a Copa de 2014) em encontrar um brasileiro numa livraria em Katmandu, Nepal
Estava entrando numa pequena livraria no centro de Katmandu, procurando por alguns postais e ver outras coisas, enfim, xeretando… Percebi que o livreiro vinha conversar com todo cliente que estava na loja, perguntava de onde a pessoa era e, dependendo, começava a conversar na língua da pessoa. Eu o vi falando italiano, francês, uma outra língua que não identifiquei, além do inglês. Quando se dirigiu a mim, eu respondi que era brasileiro, notei uma senhora de meia-idade que estava saindo, ela deu meia-volta, olhou para mim e veio conversar, em inglês: – Você é do Brasil? – Sim, sou brasileiro. Ela abriu um enorme sorriso (era outubro de 2014, 3 meses depois do 7×1 na Copa do Mundo no Brasil): – Eu sou da Alemanha! Sorri de volta e disse: – Você então quer falar de futebol, não é? – Sim, estamos muito felizes com o futebol! – Quantos brasileiros você encontrou desde a Copa? – Você é o primeiro!! – …
Vendedor de souvenirs engraçadinho em Washington DC, Estados Unidos
Estava eu turistando em Washington DC e fui a uma loja de souvenirs quase ao lado da Casa Branca, tinha inclusive uma cópia do Salão Oval para os turistas tirarem fotos acompanhados do presidente e da primeira dama (em papelão, tamanho natural), que na época era o casal Obama. Fui comprar uma lembrancinha para a minha coleção, e havia uma pequena miniatura metálica que tinha a Casa Branca, o Capitólio e o monumento a Washington (obelisco) no meio. Achei que representava bem, comprei uma para mim e uma para o meu avô. Ao passar no caixa, o atendente olhou para mim seriamente e disse: – When you go home, you’re going by plane or car, bus? (“Quando você for pra casa, você vai de avião ou de carro/ônibus?”) – By plane (“Avião”), respondi. – So you can’t put it in your hand luggage, because it may be considered a weapon of mass destruction. (“Então você não pode levar isso na sua bagagem de mão, porque pode ser considerado uma arma de destruição em massa”) O que ele queria me dizer, com bom humor, é que por ser metálico e ter uma ponta (o obelisco), aquele objeto poderia ser considerado perigoso numa revista para entrar em um avião. Deu a entender que “estão enchendo o saco por tudo, tome cuidado”. Achei curioso, americanos levam essa questão de segurança muito à sério, especialmente depois dos atentados das Torres Gêmeas em 2001 (o ano da minha visita foi 2010). – Handle with care, ok? (“Manuseie com cuidado, ok?”), respondi, também com cara séria. – Aí ele abriu um sorriso e deu uma bela gargalhada, assentindo com a cabeça, e murmurando sobre como estava chato o sistema de segurança de embarque… Bom, tirei minha foto com o casal Obama, saí da loja e fiquei com essa lembrança… Ah, meu voo de Washington para Nova Iorque era sem despacho de bagagem, então a “arma” foi na mala de mão mesmo, felizmente não tive problemas… ainda bem.
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