Cuba

22 08 2021
Interior de restaurante em Havana

Minha primeira viagem à América Central, e acho que ela tinha que ser para Cuba. Primeiro, porque (quem acompanha os posts aqui já deve ter notado) fujo um pouco do “óbvio”, ou lugares mais comuns para os quais as pessoas costumam viajar (vide Nepal, Butão, Rússia, Venezuela, Bósnia, entre outros…). E segundo, porque Cuba sempre teve algo que me atraiu, tem obviamente a questão política, que não vem ao caso nesse post, mas também uma cultura riquíssima e um povo muito receptivo, além de praias lindas com águas “caribenhamente transparentes”, enfim, tudo para ser uma viagem muito legal.

Fui em abril de 2015 com um grande amigo (Alex) para essa viagem, fomos de Copa Airlines com conexão no Panamá, descemos em Havana onde ficamos hospedados em uma casa de família (sem AirBnB, foi uma indicação de um amigo que tinha ido anteriormente). Ficamos alguns dias lá, e uns outros em Cayo Largo, uma ilha pequena com praias e resorts. A cidade de Havana traz aquela sensação de estar parado no tempo há uns 60 anos, por conta dos veículos e da arquitetura, como se tudo tivesse parado realmente no tempo quando se iniciou o bloqueio econômico que até hoje impede que os cubanos tenham legalmente acesso a bens de consumo há muito normais em quaisquer outros países do mundo.

El Malecón, famoso calçadão à beira-mar em Havana.
Ao fundo, Castillo de San Salvador de la Punta, antigo forte militar, hoje abriga um museu.

As figuras dos heróis da Revolução estão em toda a parte. Em especial na Plaza de la Revolución, parada obrigatória para os turistas, uma das maiores praças do mundo (cerca de 760 mil metros quadrados), onde alguns prédios governamentais ostentam as figuras de Che Guevara e Camilo Cienfuegos. Além disso, o Museu da Revolução também é imperdível para se ouvir a História do ponto de vista deles.

138 bandeiras cubanas em um monumento, propositalmente colocado em frente ao prédio da
representação dos interesses americanos (já que os EUA não têm embaixada lá)
Placa explicativa do monumento das 138 bandeiras
Prédio do Ministério do Interior
Chama eterna em homenagem aos heróis da Pátria, no Museu da Revolução

É muito fácil caminhar pela cidade, misturar-se aos locais e ficar dentro da atmosfera cubana. Os principais artigos cubanos para consumo do turista são os famosos charutos, o rum e a música. Nos sentimos bastante seguros ao caminhar, e mesmo sendo reconhecidos obviamente como turistas, não fomos assediados e nem tentaram nos enganar em nenhum momento. Fomos visitar a fábrica de charutos, onde o processo é totalmente manual, e os trabalhadores montam os charutos um a um. Na chamada Havana Vieja, há a Basílica Menor de San Francisco de Asís, construção do século XVI.

Praça em Havana Vieja
Basílica Menor de San Francisco de Asís, em Havana Vieja
Totalmente ambientado em Havana Vieja
(só falta o crachá escrito “turista”)
La bodeguita del medio, bar famoso pelos autógrafos de famosos e anônimos nas paredes
Lendo o Granma, jornal oficial do Partido Comunista Cubano, na varanda da casa onde nos hospedamos

Há uma separação clara entre os locais que são frequentados pelos turistas e pelos locais, inclusive no dinheiro utilizado. Enquanto os cubanos usam o Peso Cubano, os turistas usam os CUCs (ou peso conversível), que equivale ao dólar. Ainda era assim quando estivemos lá, mas parece que agora em 2021 foi feita uma unificação das moedas e essa separação não existe mais.

Em Cayo Largo, lugar para descansar e desligar totalmente: praias, mergulhos, mojitos e é só. Inclusive um local onde pela primeira vez fui a uma praia de nudismo. Sensação boa de poder mergulhar mais, assim, livremente, se consegue me entender… não, não tenho fotos, somente das outras praias…

Praias desertas, areia branca e água transparente
Mar caribenho é isso aí…
Nadando na Playa Paraíso, em Cayo Largo
Praia próxima ao nosso hotel em Cayo Largo
Bom para mergulho e snorkeling também

Uma frustração nessa viagem foi eu não ter reservado um mergulho autônomo com antecedência, acreditei que poderia fazer a reserva quando chegasse lá, mas não consegui, estavam todos os passeios lotados. Coisas que vamos aprendendo ao longo das viagens, sempre procuro fazer as reservas localmente para evitar atravessadores e também colaborar com os locais, mas dessa vez não deu certo, teve que ficar para uma próxima vez…





Florença, Itália

15 08 2021

Essa cidade na região da Toscana é uma das poucas que visitei mais de uma vez, e devo dizer que vale muito, muito a pena, especialmente para quem gosta de História e de Arte. Sem tentar fugir do clichê, é literalmente um museu a céu aberto. Berço das obras renascentistas, é uma cidade deslumbrante, para onde quer que olhe. E está a menos de duas horas de trem de Roma, custa literalmente muito pouco dar uma escapada pra lá caso esteja na região. O centro histórico ou cidade antiga é cheio de hotéis e locais de visitação, a maioria imperdíveis, e dá pra fazer tudo a pé mesmo.

Estátua réplica de David, na Piazzale Michelângelo

A presença de David, o herói bíblico imortalizado por Michelângelo numa que é talvez a mais famosa escultura do mundo (talvez rivalizando com a Pietà e a Vênus de Milo) está em toda parte, nas praças, nos anúncios, souvenirs, no famoso avental com o dorso dele (e outras partes). O original, que é realmente impressionante pelo tamanho e pela riqueza de detalhes, fica no museu da Galleria dell’Accademia , e fotos são estritamente proibidas. Para os olhos somente. Se quiser fotos, tem que comprar as oficiais.

Há uma praça chamada Piazza della Signoria, onde chegou a ficar o David original (hoje só tem mais uma cópia), que fica no centro, que é repleta de estátuas, e fica na frente do Palazzo Vecchio, com sua torre do relógio do século XIV, só essa praça já valeria a visita à cidade.

Palazzo Vecchio, visto da Piazza della Signoria

Do outro lado do rio, há a Piazza Michelangelo, de onde se tem uma bonita vista da cidade antiga e (claro!) mais uma estátua de David. Outro ponto icônico da cidade é a Ponte Vecchio, uma ponte em arcos medievais que existe desde a época do Império Romano, originalmente de madeira mas desde sempre conhecida pelo comércio que fica em cima dela.

Vista da cidade a partir da Piazza Michelangelo
Ponte Vecchio, a mais famosa da cidade

Passeando pelas ruas você pode se perder imaginando como as pessoas viviam ali na Renascença, tanto os famosos quanto as pessoas comuns. As famílias ricas, que pagavam os artistas para fazerem obras a seu serviço, os cientistas, tão perseguidos pela Inquisição… e de repente, você se depara com a casa onde viveu Galileu Galilei:

Placa faz alusão ao ex-morador ilustre, e tem um retrato dele na parede

Um museu imperdível (além da Galleria dell’Accademia e da Galleria Ufizzi) é o Museu Dell’Opera di Santa Maria del Fiore, com várias esculturas de Michelângelo e Donatello. Fica atrás da Catedral de Santa Maria del Fiore (Catedral de Florença), famosa pelo seu domo, na mesma praça em que ainda ficam o Batistério de San Giovanni e a torre da catedral, com entrada separada. O bastistério é uma construção octagonal, e três dos seus oito lados se abrem com três grandes portas que são famosas pelas suas decorações, realizadas entre os séculos XIV e XVI. São três portas de bronze muito bonitas e grupos de mármore e bronze sobre elas, e que ilustram histórias bíblicas.

Madalena de Donatello
Catedral e a torre
Catedral e o famoso domo
Torre da Catedral
Vista do alto da torre
Porta do batistério

Uma coisa engraçada que ocorreu na nossa ida à Florença em 2017 foi em relação à hospedagem. Programamos passar somente uma noite na cidade, então fiz a reserva usando pontuação da rede de hotéis e acabei selecionando um muito bem localizado, a menos de 300 metros do batistério. Chegamos cedo na cidade, e no melhor estilo mochilão, fomos ao hotel somente para deixar a bagagem, já que o check-in era só à tarde. Quando voltamos para o check-in, apresentamos os documentos e também a minha carteira do programa de pontos da rede. Na época eu viajava muito a trabalho, então tinha o status mais alto. Quando o rapaz viu o meu cartão, checou no computador e pediu que esperássemos um pouco, pois iriam preparar a suíte presidencial, uma cortesia pela minha categoria(!!!!!). Era uma suíte com 120 metros quadrados, uma sala de estar, dois banheiros, uma cama gigantesca e um monte de mimos… definitivamente não era o tipo de hospedagem com a qual estávamos acostumados… valeu a noite!

Ah, um último detalhe a respeito da cidade: o restaurante Zazá, onde comi um gnocchi ao molho trufado que foi uma das melhores refeições que fiz em viagens até hoje… fica a dica…





Grand Canyon, EUA

20 06 2021

Durante um certo tempo eu tive a oportunidade de fazer algumas viagens a trabalho, algumas delas internacionais. Como bom ecdemomaníaco que sou, sempre que dava eu tentava encaixar algum passeio, algum desviozinho para algum lugar que estivesse na lista de locais que eu considerasse que valia a pena ser visitado.

Em 2013, numa dessas oportunidades, ia para a Califórnia, e convidei um amigo que mora nos EUA para que uns dias antes fôssemos ao Grad Canyon. Não era muito o tipo de viagem dele, e ele acabou me convencendo a irmos a Las Vegas (o que não era muito o meu tipo de viagem…), mas falo dessa viagem numa outra oportunidade. A questão é que em Vegas existem alguns passeios para o Grand Canyon, e acabei fazendo um desses passeios. E com um detalhe a mais: foi a minha primeira (e até hoje única) viagem de helicóptero!

Primeiro helicóptero da vida!

O tour contratado me buscou cedo no hotel (cerca de 6 da manhã, pelo que me lembro), fomos de micro-ônibus até um pequeno aeroporto perto da cidade, de onde saem os helicópteros. O processo de check-in inclui a sua própria pesagem, para balancear e distribuir corretamente o peso na arenonave. Ou seja, seu lugar para sentar-se depende do seu peso e do peso dos demais ocupantes. Acabei subindo junto com uma família australiana, um casal com dois meninos adolescentes. O voo de helicóptero, devo confessar, não me deixou muito confortável, prefiro a estabilidade d o avião. Mas, pela vista, compensa e realmente não tem comparação.

Melhor vista do Grand Canyon

Durante o voo de ida, passamos sobre grandes formações, e também sobre o Hoover Dam, uma barragem construída entre as formações rochosas, uma verdadeira obra-prima de engenharia, que eu tinha visitado num outro tour no dia anterior. Vista de baixo ela já é impressionante, mas a vista lá de cima é incrível:

Hoover Dam, na divisa dos estados de Nevada e Arizona, visto do helicóptero
Hoover Dam, visto do helicóptero
Vista de dentro da cabine
Olhando lá de cima, nossas perspectivas de tamanho são relativizadas

A vista lá de cima é realmente impressionante, e já vale o passeio. No meu caso, o passeio contratado incluía um almoço e uma caminhada no Sky Walk, que é uma passarela de vidro em forma de ferradura, que fica em cima de um despenhadeiro de mais de 300 metros. Só que antes de chegar lá tivemos uma parada abaixo, na beira do rio, para deixar a família que ia fazer outro tipo de passeio. Aí depois que eles desembarcaram foram os últimos minutos de helicóptero para chegar lá, subindo praticamente na vertical ao lado de um paredão de pedra praticamente sem fim.

Levantamos voo no fundo do vale, e fomos pousar lá no topo daquele paredão

Lá em cima, fiz a caminhada no Skywalk. Não era permitido tirar fotos, se quisesse fotos por lá tinha que pagar para que o fotógrafo deles tirasse, em tese é um serviço explorado pelos índios da região. Acabei andando sem tirar fotos mesmo, a sensação de vertigem é bem forte, e pra mim, que não gosto muito de altura, não foi lá um das coisas mais confortáveis. O piso é de vidro, justamente para dar a sensação de estarmos “andando no céu”. A foto abaixo foi tirada da Internet, dá pra ter uma ideia da dimensão do negócio.

Foto tirada daqui

Antes do almoço, tive um tempo para passear ao redor e ficar admirando (agora com os pés no chão) aquela que é uma das mais famosas formações criadas pela natureza. As formações lembram bastante a Chapada Diamantina, mas com a ausência do verde que emoldura a imagem com uma beleza espetacular.

A vista não alcança onde os paredões terminam
Admirando o trabalho feito pela natureza ao longo de milhões de anos

Acabei conseguindo conhecer, ainda que muito rapidamente, o Grand Canyon naquela oportunidade. Mas pretendo se possível passar mais tempo por lá, explorar outros pontos que me parecem ser bem legais de se visitar. Quem sabe numa próxima oportunidade.

Por hoje é só, obrigado por ler até aqui, espero que tenha gostado, até uma próxima!





“Causos” de viagem – parte 7

11 06 2021

Sequência de “causos” marcantes ocorridos nas minhas viagens… já publiquei a parte 1, 2, 3, 4, 5 e 6, ainda não leu?

Ficando sem passaporte na fronteira da Estônia com a Rússia

O passaporte, junto dinheiro e cartões, é algo que você não pode perder no meio de uma viagem, pois vai lhe dar muita dor de cabeça e eventualmente estragar sua viagem. Estava eu em 2013, viajando de trem de Tallin, capital da Estônia, para São Petersburgo, na Rússia. Quando passamos pela fronteira, o trem parou, entrou um oficial russo, daqueles do jeito que a gente vê no cinema, em filmes de espionagem da guerra fria… ele obviamente não falava inglês, e foi passando pelos vagões, recolhendo todos os passaportes, um a um, em seguida saiu do trem com literalmente uma pilha de passaportes na mão, e foi até uma sala que fica na estação. Aí fica aquela ansiedade, ele está demorando… como ele vai saber qual passaporte é de quem, se ele não anotou nada. O que acontece se ele simplesmente não devolver o MEU passaporte? Como faço, pra quem eu reclamo? Felizmente depois de alguns minutos que demoraram para passar, ele voltou e foi calmamente devolvendo todos os documentos, um a um, aparentemente sem errar nenhum… Passou o frio na barriga, e seguimos viagem, cheguei são, salvo e com passaporte em São Petersburgo.

Brasileiro querendo saber de outro esporte que não futebol? Pode esquecer…

Em 2012, estava em San Franciso, na Califórnia, em uma viagem de trabalho. Aproveitando a passagem por lá, fui assistir a um jogo de baseball dos Giants. Já tinha ouvido falar que o estádio, na beira da baía, era bem bonito. Conhecimento do esporte, praticamente nulo… Puxo conversa com o taxista, de origem asiática, para saber como está o time na liga. Ele não sabe. Pergunta de onde sou, digo que sou do Brasil, ele começa a discorrer a respeito da seleção brasileira de 86, dando a escalação quase completa… lembra do Sócrates, Careca, Júnior, Zico… Lembra que o Zico perdeu um pênalti contra a França, comenta que a França tinha um time bom, com Platini e Tiganá (meu DEUS! Ele lembrou do Tiganá!!!), disse que morava em Hong Kong na época e que se lembra das pessoas tristes depois que o Brasil perdeu aquele jogo…
E eu fiquei sem saber dos Giants… Mas fui ver o jogo, mas já é outra estória…

Motorista de charrete em Sarajevo, Bósnia e Herzegovina

Essa foi uma daquelas clássicas de problemas de comunicação, nem todo mundo fala inglês. Estávamos numa praça em Sarajevo, onde saíam umas charretes para um parque ali perto (uns 3, 4 km eu acho). Fomos conversar com o senhorzinho, já com certa idade, que conduzia uma das charretes. Ele não falava inglês, lá fomos nós para a mímica. Descobrimos que custava 20 marcos para nos levar (essa parte todo mundo fala em inglês), mas ele parecia preocupado, tentando nos avisar de algo. Apontava para a estrada, e fazia um movimento de “cortar um dedo”, e falava um monte de coisas em bósnio, que eu não entendia. Achei que tinha que tomar cuidado porque alguém tinha cortado o dedo, sei lá. Subimos na charrete, e depois de um bom tempo, a estrada estava interrompida. Ali percebemos que o “dedo cortado” na verdade era estrada interrompida, e portanto a charrete não conseguia passar, tínhamos que fazer o resto do caminho a pé. Foi o que fizemos, mesmo porque não havia alternativa… e para voltar, o caminho inteiro foi à pé, já que as charretes ficavam somente na praça, no início do caminho…





“Causos” de viagem – parte 6

16 05 2021


Sequência de “causos” marcantes ocorridos nas minhas viagens… já publiquei a parte 1, 2, 3, 4 e 5, ainda não leu?

Imagem daqui

Atendente sem senso de humor no Sea World, em Miami

Quando estava em Miami visitando o Sea World, havia uma opção de nadar com os golfinhos, em um ambiente controlado, com treinadores, com um pouco de interação com os animais. Na verdade foi um dilema, pois eles ficam ali em cativeiro, por mais que sejam bem tratados, ainda assim é um cativeiro. Fiquei pensando se pagaria para isso ou não, acabei decidindo fazer. Ao comprar esse pacote, era necessário assinar um termo, ler um contrato, vários itens, e o atendente se colocou à disposição para tirar quaisquer dúvidas. Uma das perguntas era se você seria capaz de se comunicar em inglês. Não resisti e fiz uma piada: “Essa pergunta é porque os golfinhos só falam inglês?”. O atendente não sorriu, acho que na verdade nem piscou, e respondeu secamente: “Isso é porque os instrutores que estarão lá com você só falam inglês.”. Fiquei meio sem graça, e continuei lendo. Uma outra questão era que você se comprometia a não perseguir os golfinhos, não bater neles e não mordê-los. Lá fui eu tentar outro comentário: “Nossa, que tipo de pessoa morderia um golfinho?”. Novamente de maneira seca, o atendente respondeu: “Pessoas com necessidades especiais, por exemplo.”. Fiquei mais sem graça ainda, e resolvi parar com considerações espirituosas…

Barganhando em Istambul, Turquia

Sempre que vou a algum lugar novo faço questão de comprar um souvenir que seja, algo pequeno, característico do lugar, para ter como recordação. Em Istambul, fiquei procurando por uma miniatura da Hagia Sofia. No geral várias lojas vendem sempre as mesmas coisas, provavelmente do mesmo fornecedor inclusive. Mas estava procurando e achei uma da qual gostei, mas achei meio caro. Como sabia que os turcos costumam valorizar a barganha, já fui lá e pedi quase 50% de desconto, para iniciar a conversa. O vendedor pegou o souvenir da minha mão, colocou de volta na prateleira e falou “Bye, bye!”, despedindo-se com a mão. Fiquei atônito, enquanto ele virava as costas e voltava para dentro da loja. Acabei achando o mesmo souvenir, realmente pela metade do preço, em outra loja. Fiquei com vontade de voltar lá para mostrar para ele a venda que ele perdeu, mas acabei deixando pra lá…