O que dizer sobre um lugar que virou sinônimo de paraíso de férias nos últimos anos? A 300 km de Fortaleza, até alguns anos atrás era uma vila de pescadores, sem nenhuma estrutura, e foi sendo descoberta aos poucos pelos turistas que “desbravam” locais diferentes e estavam dispostos a encarar horas de transporte por caminhos sacolejantes. Hoje, embora ainda mantenha o charme das ruas de areia, pouca iluminação e cara de cidade tranquila do interior, já conta com hotéis e restaurantes de alto nível, além de pousadas mais simples. Estivemos por lá em 2015, pouco tempo antes da inauguração do aeroporto(2017), que deve ter colaborado para uma aceleração do turismo por lá. Há algumas pessoas que reclamam que os locais vão ao longo do tempo perdendo sua essência com a exploração turística, mas eu particularmente acredito que faz parte do ciclo natural, inevitável: o lugar é desconhecido, os mochileiros começam a se aventurar por lá, começam a contar para os amigos, a propaganda “boca a boca” vai crescendo (ainda mais em tempo de redes sociais), o turismo começa a chegar lentamente, os locais começam a perceber que precisam melhorar um pouco a estrutura, até para poderem cobrar mais, em seguida chegam investidores de fora, comprando pousadas, montando hotéis, etc… Assim foi com Trancoso, Arraial d’Ajuda, Jeri, só para ficar em poucos exemplos…
Mas, voltando a falar de Jeri, as belezas naturais já fazem valer a pena, no meu entender, qualquer perrengue para chegar lá. No nosso caso, ônibus de turismo, de Fortaleza até Jijoca, e de lá uma jardineira sacolejante até Jeri. Com aeroporto, acaba se perdendo toda essa experiência única… rs
Ficamos na Pousada Maxitália, que fica praticamente no começo (ou final) da praia, quase na altura da famosa Duna do Pôr-do-Sol. Não fica de frente para o mar, mas foi uma excelente relação custo-benefício à época. Durante a noite, várias opções para os mais variados bolsos, vale muito a pena deixar-se perder pelas ruazinhas para escolher onde jantar. Na praça central há o Sambarock, com música ao vivo e um ambiente que é a cara de Jeri.
Durante o dia, os passeios que fizemos, além da própria praia de Jeri, tem o imperdível Pôr-do-Sol na duna, para onde todas as tardes uma verdadeira multidão se dirige para o espetáculo diário.
Um outro lugar imperdível é a Lagoa Paraíso, vale a pena um passeio para passar o dia por lá. É uma lagoa de águas cristalinas, com cores incríveis. Há bastante estrutura no local, inclusive com redes dentro da água para que possamos relaxar e refrescar ao mesmo tempo… nem preciso dizer que adorei a ideia.
Um outro passeio muito legal é o clássico buggy pelas dunas, com direito a passar pela Árvore da Preguiça. É uma árvore na praia, que por conta dos ventos fortes acabou crescendo “torta” e por isso acabou virando ponto turístico. Não acho que valha a pena ir só para ver a árvore, mas, se estiver passando por ali, vale uma foto.
Outro ponto bem famoso para ser visto é a Pedra Furada, uma pedra com uma fenda que fica perto do mar. Dá pra ir até andando de Jeri até a Pedra furada pelo mar, no período de maré baixa – a caminhada é linda, com praias pouco movimentadas e pedras diferentes. Eu, que sempre gostei de pedras desde pequeno, gostei bastante da caminhada.
Para quem quer uma praia menos agitada, mas também sem muita estrutura – ao menos assim era em 2015 – é a Praia da Malhada, bastante frequentada por praticantes do kitesurf, e por quem busca uma praia um pouco mais afastada do burburinho da vila de Jeri.
No geral, é um passeio muito bom para passar uns dias e recarregar as energias. Três ou quatro dias são suficientes para ver os pontos turísticos, mas alguns dias a mais simplesmente para curtir as praias e descansar, parece ser um lugar ideal…
Espero que tenha gostado, obrigado por ler até aqui, até uma próxima!































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