Travessia da Serra Fina (SP/MG/RJ)

25 07 2021

De todas as trilhas e travessias que fiz, no Brasil e fora, essa é uma cujas lembranças guardo com um carinho especial. Era 2009, estava em um momento de indefinições na minha vida pessoal e profissional, e nesses momentos, ao menos para mim, não há nada melhor do que ir pro meio do mato, subir umas montanhas, desconectar-se do cotidiano e alinhar as próprias energias para seguir em frente.

No meio da trilha, com o “cajado” arrumado ali mesmo…

A forma como decidi fazer essa trilha foi inusitada… eu tinha férias marcadas, e pela primeira vez na vida (e arrisco dizer que talvez seja a única até hoje) eu não tinha nada programado. Aí acabou me chegando um anúncio via e-mail de fazer essa trilha no feriadão de 9 de julho. Mandei um e-mail pedindo a vaga, e para meu espanto recebi uma ligação algum tempo depois, do dono da agência que estava organizando a trilha: “Você quer fazer a Serra Fina? Quais travessias você já fez?”. Respondi que já tinha feito a Trilha Inca Clássica, a travessia Petrópolis-Teresópolis na Serra dos Órgãos, a antiga trilha do ouro (São José do Barreiro – Paraty), e algumas menores. “Ah, então você já pode fazer a Serra Fina!”, ele respondeu. “E digo mais: depois dessa, Brasil acabou pra você, vai ter que buscar mais coisas fora!”. Achei uma abordagem peculiar, para dizer o mínimo… Mas, como fui “aprovado”, ‘bora pra trilha!

A trilha se inicia na cidade de Passa Quarto, em Minas Gerais, na divisa com São Paulo e Rio. Saindo da cidade de São Paulo, segue pela Dutra, pega a estrada para Cruzeiro (ainda em SP) e depois chega-se a Passa Quatro. Fui na véspera, o pacote incluía a primeira noite na pousada na cidade, e as três seguintes na montanha, no meio da trilha. Uma das coisas que mais gosto nesse tipo de viagem é justamente o tipo de gente que você encontra, no geral um pessoal com uma energia muito boa, um pessoal que topa qualquer coisa, e acabamos fazendo boas amizades, para futuras viagens e para a vida, mesmo. No caso, na nossa turma havia um rapaz do Acre, um do Rio Grande do Sul, três meninas de São Paulo, um rapaz de São Paulo e um gaúcho morador de São Bernardo. É muito interessante conhecer pessoas nessa situação, pessoas de bem com a vida, dispostas a compartilhar experiências, a conviver de maneira intensa e próxima à natureza por alguns dias. 

Comecei a entender ali o porquê de aquela trilha ser considerada pesada, o que justificaria a abordagem seletiva do rapaz da agência: é uma trilha relativamente pesada, comparável com várias outras no Brasil, mas com um agravante que há longos trechos onde não há como conseguir água, então durante boa parte precisamos carregar toda a água necessária para os dois primeiros dias de caminhada (isso inclui para beber, cozinhar e lavar utensílios, além da higiene básica). A trilha inclui passagem por 3 dos picos mais altos do Brasil: Pedra da Mina, Pico do Capim Amarelo e o Pico dos Três Estados. Cada um tem que levar toda a sua bagagem (incluindo o saco de dormir) e bastante água para ser usada pelo grupo ao longo dos dias. A logística também é bem interessante, os guias costumavam deixar lá nos pontos de acampamento alguns mantimentos armazenados e alguns utensílios básicos, para não terem que ficar carregando lá pra cima toda vez que levassem um grupo. Bom, na manhã seguinte à nossa chegada, conhecemos o nosso guia Rodolfo e sua equipe. Mochila nas costas com somente as coisas indispensáveis no alto da montanha (o que não é pouco!), saímos para subir a montanha.

Última foto com o boné que “o vento levou”, literalmente.

No primeiro dia, subida até o Pico do Capim Amarelo, onde encontramos outros grupos. Seguimos por várias encostas com vistas maravilhosas do vale e da cidade de Cruzeiro ao longe. Muito vento, de cerca de 30 km/h, que foi quando perdi meu boné, que hoje descansa na montanha… Abastecemos de água no último ponto possível antes da Pedra da Mina (que só alcançaríamos no dia seguinte), cada um levando cerca de 4 litros na mochila. Muito companheirismo na caminhada, o pessoal ia se conhecendo, as refeições eram uma curtição à parte: macarronada na primeira noite, quando acampamos praticamente sozinhos no chamado “Maracanã”. Depois ficamos sabendo que todos os outros grupos abortaram a subida para a Pedra da Mina e voltaram pra cidade, por conta do mau tempo que se desenhava. Mas lá estávamos nós, prontos para prosseguir no segundo dia.

Vista da cidade de Cruzeiro
Parada para descanso da galera no primeiro dia
Na subida do primeiro dia

Eu tenho poucas fotos dessa trilha, porque a partir da primeira noite passada no alto da montanha, o tempo ficou bastante ruim, com muito vento e um pouco de chuva, além do frio que já era esperado lá em cima. Na época as fotos eu tirava com uma câmera DSLR, que não suportava bem esse tipo de ambiente. Hoje em dia, com câmeras de celular, fica bem mais fácil…

Pôr-do-Sol visto do nosso acampamento no “Maracanã”
Nosso acampamento da primeira noite, no “Maracanã”
Guias arrumando as coisas para nosso jantar

Depois da primeira noite acampados, mal dormida e com muito, muito vento, seguimos até o pé do Pedra da Mina. Acampamos por lá para subirmos no dia seguinte. Dependendo do tempo, seguiríamos para o vale e depois ao Pico dos 3 Estados, ou abortaríamos, descendo da Pedra da Mina e voltando a Passa Quatro pela descida do Paiolinho. No jantar, arroz com farofa mineira, com bacon e linguiça defumada… 😛 Muita conversa, um tanto de pinga com mel só para aquecer, e vamos dormir… uma noite pior do que a anterior, com ventos que até chegaram a derrubar uma das barracas às 3 da manhã. No dia seguinte, tempo só piorando, ventos cada vez mais fortes e muita neblina. Na subida, os ventos estavam cada vez piores, cerca de 70 km/h, que nos derrubaram por várias vezes. As rajadas ainda traziam muita umidade, o que dava o efeito de uma chuva lateral bem forte, nos molhando bastante. Todos juntos, com muita determinação, conseguimos subir ao topo, ficamos muito pouco tempo lá em cima por conta do clima (frio e vento muito forte, anunciando chuva), e em seguida começamos a difícil descida pelo Paiolinho, abortando o resto da caminhada por conta da chuva forte que segundo o nosso guia, iria cair no final do dia. Ao final da descida, após mais de 6 horas praticamente ininterruptas de caminhada, uma miragem: um boteco com 4 frangos assados e muitas garrafas de cerveja… para a turma cansada, um verdadeiro banquete… E, com a sensação de um desafio vencido, apesar de não termos completado a travessia, voltamos à civilização.

Manhã no acampamento, muita neblina e animação do pessoal
Como sempre, deixei um totem de pedra na montanha
Foto clássica, “voando” na neblina
Tem lugar melhor pra se trocar uma ideia no final do dia?
Povo animado no acampamento, apontando para a Pedra da Mina, para onde iríamos na manhã seguinte

E realmente, naquela noite que acabamos passando na pousada (ao invés de ser nossa terceira noite na montanha conforme o programado), caiu uma tremenda chuva, como vi poucas vezes na vida. Se tivéssemos passado mais uma noite na montanha, teríamos passado realmente por maus momentos… essa é a diferença de fazer trilhas com guias experientes e – principalmente – que conheçam o terreno e a região.

O legal disso tudo é sentir ultrapassando alguns limites, mostrando a si mesmo até onde podemos ir, além de sentir de maneira muito forte a nossa insignificância e fragilidade frente à força da natureza, quando se está desprovido de conforto e estrutura, e tudo com o que se conta é o próprio corpo e o que ele seja capaz de carregar. E a convivência com pessoas fantásticas nesses momentos, como essa turma que se formou, só torna a aventura, embora dura, mais prazerosa ainda. Uma experiência que recomendo…





O Homem da Terra (filme)

18 07 2021
Foto daqui

Realmente não me lembro quando e por que razão acabei assistindo a esse filme, de 2007(“The man from Earth” – “O homem da Terra”), assisti algumas vezes e ele tornou-se um dos meus favoritos, uma ficção científica extremamente simples, com um roteiro genial e premissas fantásticas que permitem aos espectadores um leque praticamente infinito de questionamentos e reflexões. Hoje (julho de 2021), pelo que vi só está disponível na plataforma MovieSaints (para alugar, não sei se há opção legendada) e no YouTube há uma versão com legendas em português, mas não sei se permanecerá ali, já notei outras versões sendo retiradas ao longo do tempo.

A estória passa praticamente inteira em um mesmo lugar, a casa de um professor, John Oldman, que está deixando a Universidade, de repente, sem explicações, e sem dizer para onde está indo. Também sem avisar, alguns de seus colegas vão até lá para improvisar uma despedida. Acabam ficando horas e horas ali, conversando, e é essa conversa que traz praticamente toda a parte interessante da estória. Os colegas obviamente estão curiosos por que razão um professor bem-sucedido, que estaria para assumir um cargo importante na Universidade, simplesmente larga tudo e vai embora. Estão ali catedráticos de diferentes áreas: Biologia, Arqueologia, Literatura, Antropologia, História (que é a área do professor Oldman).

O filme em si é cheio de sutilezas e detalhes, e acho que isso é uma das características que fazem dele um delicioso exercício intelectual e filosófico para quem está assistindo. Diante da insistência dos colegas pelos motivos da partida, o professor Oldman diz que de tempos em tempos ele tem essa necessidade de mudar, e que já passou por isso algumas vezes (embora aparente não ter mais de 35 ou 40 anos, no máximo). Essa desculpa não satisfaz a audiência, então ele começa a contar o que seria a sua estória de vida. Ele começa: “Imaginem um homem pré-histórico, nascido há 14 mil anos atrás, que por algum motivo desconhecido simplesmente não envelhece e não morre, e supostamente estaria vivo atualmente entre nós.”. Aquele pequeno grupo de intelectuais acadêmicos começa a achar divertida a estória, e começam a supor que Oldman estaria escrevendo um livro de ficção. “Imaginem que vida que esse homem teria tido, quantas oportunidades de aprender, de vivenciar tantas coisas diferentes, por tanto tempo!”. Com o passar da conversa, regada a um pouco de uísque, o professor Oldman continua a contar, em primeira pessoa, a estória desse suposto homem das cavernas imortal. Em um misto de espanto e curiosidade, os outros o encorajam e seguem ouvindo. Fazem um comentário sobre um quadro que viram no meio da mudança, que parecia ter o estilo de Van Gogh. Ele afirma que foi o próprio Van Gogh que lhe deu, quando conviveram no século XIX. Os colegas seguem fazendo várias perguntas, que ele responde tranquilamente, sem pestanejar. Conta de suas experiências tendo convivido com povos e culturas bastante diferentes, conhecido inúmeros personagens históricos pessoalmente. Note uma das principais sutilezas (talvez não tão sutil assim), o próprio nome dele, Oldman, pode ser traduzido literalmente como “homem velho”.

E ele segue contando que no princípio, entre os homens das cavernas, ele percebeu que não envelhecia. O grupo acabou por expulsá-lo achando que ele era amaldiçoado e estaria sugando suas vidas de alguma forma. A partir de então ele passou a conviver em grupos durante um tempo, e sempre partia quando começavam a perceber que ele não envelhecia. E passou a fazer isso indefinidamente, era fácil nos tempos em que os homens eram nômades, foi ficando mais difícil com surgimento de tribos, cidades, autoridades estabelecidas. Fala de quando viveu entre os sumérios, entre os fenícios, e de quando teria convivido e aprendido coisas com Buda.

Alguns dos colegas ficam fascinados com a estória, outros extremamente incomodados e incrédulos. Chamam um outro professor, aparentemente de psiquiatria, para participar da conversa, mas com a real intenção de avaliar o estado do professor Oldman. Em alguns momentos o próprio professor Oldman parece ter se arrependido de ter começado a estória. “Só queria me despedir de vocês como eu realmente sou, fazer isso pela primeira vez, mas talvez não tenha sido uma boa ideia.”

O clima começa a ficar meio tenso na conversa à medida em que a noite se aproxima. Um ou dois momentos que poderiam ser chamados de um grande clímax ocorrem, mas prefiro deixar para que você, que lê esse texto agora, possa assistir ao filme sem que eu o tenha estragado. Ao final, que ao menos para mim não foi óbvio, fica aquela associação de que o filme inteiro foi uma conversa ao redor do fogo, como temos feito há milhares de anos, contando estórias que viram História, passando de geração para geração, mudam-se os meios, alteram-se as mensagens, e o fluxo segue…

A mensagem que fica é de ficar pensando (filosofando?) a respeito dos caminhos da Humanidade, como foram forjadas suas crenças, seus mitos, tudo o que nos trouxe até aqui hoje, até mesmo nossa própria mortalidade. O que nos diria um suposto homem das cavernas que tivesse atravessado tudo isso e seguisse caminhando entre nós? Com o passar do tempo, a velocidade das informações, facilidade de fotos e vídeos, seria cada vez mais complicado para ele permanecer incógnito ao londo das gerações… O filme tem as coisas que gosto quando assisto ou leio uma estória: é intelectualmente instigante, o enredo não é óbvio ou previsível, e ao final me deixa com um monte de coisas para pensar a respeito… e são essas coisas que busco em uma boa estória.

Espero que tenha gostado se chegou até aqui, até uma próxima vez!

P.S.: Há uma sequência de 2017, chamada “Man from Earth: Holocene” (Homem da Terra: Holoceno), disponível no Vimeo para compra, e no MovieSaints para alugar. Eu particularmente não gostei muito, achei que foi uma sequência desnecessária. Foi imaginada uma situação, 10 anos após o primeiro filme, onde ele estaria lecionando em outro local, e alguns alunos começam a desconfiar de algo e vão investigar o passado dele… achei meio “hollywoodiano” em excesso, ainda mais comparado com o primeiro filme… mas, fica a referência, talvez sejá só uma má vontade da minha parte…





1 ano de blog

11 07 2021
Imagem daqui

No final de junho do ano passado (o malfadado 2020), no meio da pandemia que ainda não passou, esse blog nasceu. Conforme explicado aqui, é um espaço movido pela minha necessidade de escrever. Acho que escrevo muito mais por essa necessidade, sem grandes pretensões… Colocar em palavras coisas que penso, opiniões, lembranças, impressões… Ainda me divirto vez ou outra lendo o que escrevi há 10, 15 anos atrás no meu outro blog abandonado.

Esse exercício de ter a disciplina e regularidade para escrever aqui tem sido bastante prazeroso. Acho que com uma única exceção nesses pouco mais de 12 meses, consegui publicar conteúdo praticamente toda semana. Mais da metade dos posts foram sobre viagens, e no geral são também os mais lidos. A audiência varia bastante, sei de algumas pessoas que são frequentadores assíduos, vez ou outra comentam, mas tenho também grande curiosidade a respeito das pessoas que leem e que não faço nem ideia de quem são ou como chegaram por aqui. A maior parte dos leitores acessam do Brasil, mas tenho muitos acessos dos Estados Unidos, Canadá, outros espalhados em vários países da Europa, alguns asiáticos (muitos acessos da China, o que me espantou), Nova Zelândia e Austrália.

Espero ainda ter disciplina, tempo e sobretudo coisas minimamente interessantes para continuar escrevendo aqui por um bom tempo. É muito como um monólogo, uma conversa comigo mesmo, e até agora tenho gostado do resultado. Embora siga escrevendo para mim mesmo, por uma necessidade pessoal, é muito legal quando alguém me escreve comentando, ou se inscrevendo para receber atualizações, sinto que alguém está ali do outro lado, “escutando”.

Seja você um(a) leitor(a) assíduo(a) ou não, agradeço por estar aqui nesse espaço totalmente despretensioso, volte sempre que quiser, espero estar aqui por muitos anos ainda…

Abraço, até a próxima!





Jericoaquara

4 07 2021
Pôr-do-Sol em Jeri

O que dizer sobre um lugar que virou sinônimo de paraíso de férias nos últimos anos? A 300 km de Fortaleza, até alguns anos atrás era uma vila de pescadores, sem nenhuma estrutura, e foi sendo descoberta aos poucos pelos turistas que “desbravam” locais diferentes e estavam dispostos a encarar horas de transporte por caminhos sacolejantes. Hoje, embora ainda mantenha o charme das ruas de areia, pouca iluminação e cara de cidade tranquila do interior, já conta com hotéis e restaurantes de alto nível, além de pousadas mais simples. Estivemos por lá em 2015, pouco tempo antes da inauguração do aeroporto(2017), que deve ter colaborado para uma aceleração do turismo por lá. Há algumas pessoas que reclamam que os locais vão ao longo do tempo perdendo sua essência com a exploração turística, mas eu particularmente acredito que faz parte do ciclo natural, inevitável: o lugar é desconhecido, os mochileiros começam a se aventurar por lá, começam a contar para os amigos, a propaganda “boca a boca” vai crescendo (ainda mais em tempo de redes sociais), o turismo começa a chegar lentamente, os locais começam a perceber que precisam melhorar um pouco a estrutura, até para poderem cobrar mais, em seguida chegam investidores de fora, comprando pousadas, montando hotéis, etc… Assim foi com Trancoso, Arraial d’Ajuda, Jeri, só para ficar em poucos exemplos…

Mas, voltando a falar de Jeri, as belezas naturais já fazem valer a pena, no meu entender, qualquer perrengue para chegar lá. No nosso caso, ônibus de turismo, de Fortaleza até Jijoca, e de lá uma jardineira sacolejante até Jeri. Com aeroporto, acaba se perdendo toda essa experiência única… rs

Ficamos na Pousada Maxitália, que fica praticamente no começo (ou final) da praia, quase na altura da famosa Duna do Pôr-do-Sol. Não fica de frente para o mar, mas foi uma excelente relação custo-benefício à época. Durante a noite, várias opções para os mais variados bolsos, vale muito a pena deixar-se perder pelas ruazinhas para escolher onde jantar. Na praça central há o Sambarock, com música ao vivo e um ambiente que é a cara de Jeri.

Durante o dia, os passeios que fizemos, além da própria praia de Jeri, tem o imperdível Pôr-do-Sol na duna, para onde todas as tardes uma verdadeira multidão se dirige para o espetáculo diário.

Praia de Jeri: bonita, água deliciosa, e uma boa estrutura
Praia de Jeri, todos indo para a Duna do Pôr-do-Sol, quase na hora…
O famoso pôr-do-Sol da duna
Foto básica de turista, fazendo graça

Um outro lugar imperdível é a Lagoa Paraíso, vale a pena um passeio para passar o dia por lá. É uma lagoa de águas cristalinas, com cores incríveis. Há bastante estrutura no local, inclusive com redes dentro da água para que possamos relaxar e refrescar ao mesmo tempo… nem preciso dizer que adorei a ideia.

Rede dentro d’água: por que ninguém pensou nisso antes?

Um outro passeio muito legal é o clássico buggy pelas dunas, com direito a passar pela Árvore da Preguiça. É uma árvore na praia, que por conta dos ventos fortes acabou crescendo “torta” e por isso acabou virando ponto turístico. Não acho que valha a pena ir só para ver a árvore, mas, se estiver passando por ali, vale uma foto.

Árvore da Preguiça

Outro ponto bem famoso para ser visto é a Pedra Furada, uma pedra com uma fenda que fica perto do mar. Dá pra ir até andando de Jeri até a Pedra furada pelo mar, no período de maré baixa – a caminhada é linda, com praias pouco movimentadas e pedras diferentes. Eu, que sempre gostei de pedras desde pequeno, gostei bastante da caminhada.

Pedra Furada
Pedra Furada

Para quem quer uma praia menos agitada, mas também sem muita estrutura – ao menos assim era em 2015 – é a Praia da Malhada, bastante frequentada por praticantes do kitesurf, e por quem busca uma praia um pouco mais afastada do burburinho da vila de Jeri.

No geral, é um passeio muito bom para passar uns dias e recarregar as energias. Três ou quatro dias são suficientes para ver os pontos turísticos, mas alguns dias a mais simplesmente para curtir as praias e descansar, parece ser um lugar ideal…

Espero que tenha gostado, obrigado por ler até aqui, até uma próxima!