Caiaque no Saco do Mamanguá (RJ)

12 09 2022
Primeira experiência em caiaque no mar

Em abril de 2022 arrumei um programa diferente pra fazer: travessia de caiaque no Saco do Mamanguá, em Paraty, litoral sul do Rio de Janeiro. Nunca tinha andado de caiaque mais do que alguns poucos metros em praia tranquila ou rio. Procurei me informar para saber se seria indicado para iniciantes, peguei as dicas e lá fui eu! Encontro marcado com a turma logo cedo pela manhã, tive minhas primeiras instruções com o Fuchs, da Aroeira Outdoor e Eclipse Caiaques, dentre elas onde guardar minhas coisas para transportar no caiaque, descobri o que era uma “saia” e como segurar corretamente o remo (como eu disse, eu era totalmente iniciante!).

Seriam 3 dias no total, saindo da pequena praia de Paraty Mirim e voltando para o mesmo ponto. O roteiro do primeiro dia seria a descida pela costa até a entrada do Saco do Mamanguá, passando por um trecho “desabrigado”, na passagem para o mar aberto, virar à direita para entrar no “saco” propriamente dito (veja imagem), onde almoçaríamos do lado direito, e após o almoço atravessaríamos para o lado esquerdo onde iríamos passar a noite.

Saco do Mamanguá

Logo após a curva para entrada no saco, após as primeiras “sacudidas” para me habituar com o caiaque, a água ficou mais calma e já estava querendo chegar no almoço. Porém, por conta da maré ter subido muito, não tínhamos onde parar com os caiaques. Mudança de planos, já iniciamos a movimentação para o lado esquerdo, a fome batendo forte.

Dia bonito para remar, mas dá uma fome…

Chegando na base, estacionamos os caiaques, almoçamos, arrumamos as coisas e já fomos para uma trilha, para o topo do Pão de Açúcar do Mamanguá. 400 metros de altura, trilha de pouco mais de 2km para subir. De lá de cima, consegue-se uma vista maravilhosa do saco e das montanhas nos arredores.

Estacionamento dos caiaques
Alto do Pão de Açúcar do Mamanguá
Panorâmica do alto do Pão de Açúcar do Mamanguá

Valeu muito a pena a caminhada até lá em cima (se bem que, em se tratando de trilhas e caminhadas, sou suspeito…), apesar do vento bem forte que batia lá em cima. E depois da subida, claro, tem a descida… descemos, tomamos banho (me dei mal, entrei no banheiro que estava sem água quente!) e fomos jantar, para depois de um papo com o pessoal, irmos dormir para aguardar a remada do dia seguinte.

No dia seguinte, após o café da manhã, saímos pra remar: primeira parada foi na casa de um senhor que vive na região e que faz canoas, tanto em miniatura quanto em tamanho natural. Ele nos mostrou como faz e fez a miniatura em poucos minutos, a partir de um pedaço de madeira, com uma perfeição notável…

Canoa grande
Fazendo a canoa pequena

Depois dessa parada, seguimos remando mais um tanto, até entrar numa área de mangue, com mata mais fechada, uma paisagem diferente, também muito bonita, e um pouco abrigada do sol que estava bem forte naquele dia.

Entrada do mangue

Chegando num ponto específico no meio da mata, criamos um grande estacionamento de caiaques e seguimos por uma trilha para a cachoeira onde iríamos poder nos refrescar, dar uns mergulhos e também almoçar.

Estacionamento no mangue

Depois de uma caminhada curtinha no meio da mata, chegamos à cachoeira! Na verdade uma corredeira com um poço bem gostoso para banho, valeu uns mergulhos.

Após o almoço na cachoeira (tinha até mesa retrátil levada pelo guia), caminhada de volta para a nossa última noite no Saco do Mamanguá, brindada com um belo luar…

Luar emoldurado pelo Pão de Açúcar do Mamanguá
Praia onde estávamos acampando, com as luzes da cidade ao longe

Dia seguinte, carregar os caiaques para começar a remada de volta. Não sem uma parada logo antes da saída do saco, para almoço e passada em outra cachoeira, essa mais alta e vistosa do que a do mangue.

Caminho de volta…
Várias pequenas casas ao longo da costa
Depois de ficar remando um tanto, não dá pra negar uma pontinha de inveja de quem conta com a ajuda do vento…

E na última “pernada” (ou “braçada”), acabei trocando de caiaque e fui num duplo. Meu ombro esquerdo andava dando umas reclamadas, e uma das companheiras de excursão gentilmente cedeu a vaga dela com o marido no caiaque duplo e levou o meu simples… foi legal, terminando de um jeito diferente…

Voltando para Paraty Mirim, no caiaque duplo

E assim terminou o meu passeio de 3 dias na minha primeira experiência de caiaque oceânico. Talvez venham outras no futuro, quem sabe…

Batizado no caiaque oceânico!
No alto do Pão de Açúcar do Mamanguá




Pedra Grande da Cantareira

28 08 2022
Vista de São Paulo do alto da Pedra Grande

Como faz um tempo que não saio pra fazer uma trilha longa, travessia com acampamento no alto da montanha, ou coisas assim, fui procurar alguma trilha curta pra fazer em algum dia de sol durante um final de semana em São Paulo, onde moro atualmente. Nunca tinha ido ao Parque da Cantareira, um pedaço preservado da Mata Atlântica a cerca de apenas 10km em linha reta da Praça da Sé, no centro da cidade. “Cantareira” foi o nome dado à Serra pelos tropeiros, que faziam o comércio entre São Paulo e as outras regiões do país, nos Séculos XVI e XVII. Era costume, na época, armazenar água em jarros de barro, chamados cântaros, e as prateleiras onde eram guardados chamavam-se Cantareira, daí vem o nome.

Achei um passeio legal, uma trilha bem tranquila, que pode ser um pouco puxada para quem não está acostumado. Bem sinalizada, boa parte dela em asfalto, mas com várias trilhas “secundárias” em mata mais fechada. O ponto alto (literalmente) da trilha é a Pedra Grande, onde num dia com céu aberto como aquele em que eu fui, é possível ter uma visão ampla da cidade ao longe, após algumas áreas verdes e os bairros mais próximos.

Dei sorte, o tempo estava bom e com céu aberto

Dentro do parque, acabei explorando um pouco mais além da Pedra Grande, fui até o lago, depois peguei a trilha da Suçuarana, que terminou (na verdade, começa, eu fiz o caminho inverso) na portaria do núcleo “Águas Claras”, já no município de Mairiporã.

Mapa logo na entrada do Núcleo Pedra Grande do parque

O pessoal do parque indica que a ida e volta até a Pedra Grande, a partir da portaria da Rua do Horto (Núcleo Pedra Grande) leva 3 horas, e a ida e volta até o Lago leva cerca de cinco horas. Depois que fiz a caminhada, deduzi que provavelmente esses tempos são para iniciantes ou pessoas não acostumadas com grandes caminhadas. Após completar a Trilha da Suçuarana, acabei entrando em uma outra trilha que faz parte do núcleo Águas Claras, a Trilha da Samambaiaçu, um pouco mais fechada e bem bonita.

E achei que não ia sair da cidade…

Foram horas agradáveis para passar no meio da mata, com espaço para um piquenique à beira do lago, e sem ter que se deslocar para fora da cidade (se bem que, dependendo de onde esteja na própria cidade, o deslocamento até lá é considerável…)

Lago das Carpas

Foram horas agradáveis, recomendo para quem não conheça e quiser se aventurar…





Tallinn (Estônia)

12 10 2021

Passei dois dias nessa cidade em 2013, no meu giro pela Europa rumo à Rússia. É uma cidade que tem seu centro histórico da época medieval bem conservado e explorado turisticamente. Gostei do pouco tempo que fiquei por lá, achei que valia um post a respeito.

Vista da Catedral Ortodoxa Alexander Nevsky

Na verdade, eu iria passar um dia a mais na cidade pela minha programação original. Acontece que eu tinha comprado todos os trechos da viagem (avião, navio, trens) com exceção do trecho de Tallin até São Petersburgo, na Rússia. Esse trecho não era vendido online, então fiquei de comprá-lo assim que chegasse à cidade. Foi o que fiz, fiz check-in no Hotel Braavo, e em seguida me dirigi à estação de trens. Mas o problema é que não conseguia me comunicar com a moça no guichê da estação. Ela não falava inglês, e eu não falava estoniano (talvez ela tenha tentado falar em russo ou outra língua, mas pra mim não faria diferença…). Depois de algum tempo e muita mímica, muitos dedos apontados para a tabela de horários e outras tentativas, consegui entender que não havia mais vaga para o trem do sábado que eu queria pegar. Eu teria que ir na sexta, para quando haviam passagens disponíveis. Só que minha hospedagem no AirBnB em São Petersburgo era só pro sábado. Voltei ao hotel onde havia acesso à Internet no wi-fi disponível, para ligar via Skype para minha anfitriã russa para saber se poderia antecipar minha chegada em um dia. Felizmente ela estaria vagando o quarto naquele dia, e então eu poderia ir. Voltei à estação de trens e pude comprar minha passagem, e finalmente começar a explorar Tallin.

Tallin vista de uma das torres da muralha

A coisa mais interessante sobre essa cidade (só fiquei na parte turística/histórica) para mim foi o ambiente medieval que eles criam para os turistas. A arquitetura permite que você realmente sinta-se na Idade Média. As lojas e restaurantes fazem a decoração e eventualmente os uniformes dos funcionários com roupas da época também. Como era verão, havia bastante gente nas ruas, e algumas apresentações teatrais que reproduziam as performances comuns na época medieval também.

Apresentação de teatro ao ar livre

O restaurante que escolhi para comer também era peculiar: a hostess de lá, vestida à caráter como uma respeitável senhora medieva, informou que ali só serviam alimentos que existiam na Europa antes do século XV, ou seja, antes de trazerem os alimentos “descobertos” na América, como milho e batata. Até a cerveja era do tipo e receita da época, e servida em canecas de barro.

A cidade, como todas as da época, era murada, e suas muralhas ainda permanecem parcialmente lá, e abertas para uma caminhada e belas fotos

Parte da muralha da cidade
Caminhando pela muralha
Torre na muralha

Algumas das construções mais famosas da cidade são a Catedral Ortodoxa Alexander Nevsky e a prefeitura (Raekoda), sendo esta uma construção do início do século XV, ostentando uma torre extremamente alta. Normalmente está aberta para visitação, mas na minha rápida passagem por lá acabei não conseguindo ir visitar.

Prefeitura (Raekoda)
Vista da Catedral Alexander Nevsky
Memorial Russalka, em homenagem ao naufrágio do navio russo de mesmo nome

Embora seja uma daquelas áreas bem montada para turistas e explorada como tal, gostei da minha passagem por lá, foram momentos agradáveis, pena que tive que partir logo.

Tallin vista a partir da torre da muralha

Se chegou até aqui, espero que tenha gostado desse curto relato. Abraço e até uma próxima!





Búzios, RJ

7 10 2021
Orla Bardot

Na nossa primeira viagem pós-isolamento (não digo pós-pandemia porque não chegamos lá ainda), no final de setembro de 2021, fomos visitar Armação dos Búzios, ou simplesmente Búzios, no litoral norte do Rio de Janeiro. Foi uma passada bem rápida, de apenas 4 noites, conseguimos conhecer algumas praias mas sem dúvida ficamos com a sensação de precisar ficar mais tempo para ir às outras.

Para hospedagem optamos por ficar perto da Rua das Pedras, região bem central, para podermos sair à noite sem precisar usar o carro. Há por ali uma grande concentração de restaurantes, lojas, bares, muitos com música ao vivo, alguns na orla e outros na paralela. Dá também para caminhar na famosa Orla Bardot, que ganhou esse nome após a visita da atriz Francesa Brigitte Bardot, que trouxe pela primeira vez alguma notoriedade para Búzios. Após a visita da atriz, a cidade passou a ser um destino procurado por turistas, pelo que dizem. No primeiro dia ficamos em Geribá, uma das praias mais conhecidas, ficamos no canto esquerdo da praia, água bem tranquila, mas estava bastante turva. Fiz um pouco de snorkeling e cheguei a incomodar uma tartaruga que estava entre as pedras. Há algumas barracas e quiosques com estrutura, não cobram para usar se você consumir algo.

Pedras no canto esquerdo da praia de Geribá

Em uma das noites, fomos jantar no Pino, um restaurante com preços um pouco salgados, mas com mesas na areia, que chamou nossa atenção. Comida boa, mas um pouco cara. Decoração bem agradável, com música ao vivo. Um outro lugar pelo qual passamos 3 noites diferentes é um bar temático chamado “The House of Rock & Roll”. Como o nome já sugere, há um palco onde se toca muito rock ao vivo, e costuma estar sempre cheio. Nas noites mais frias fomos jantar uma vez na creperia Chez Michou, e uma outra vez na cantina La Gulosa, ambos muito bons e com preços razoáveis.

Vista da nossa mesa no Pino

Outro dia de praia fomos para a Ferradurinha, uma praia bem pequena e tranquila, com poucas barracas que cobram caro pela estrutura e pelo que servem também. Nesse dia não pegamos muito Sol, estava bastante vento, e acabamos aproveitando para almoçar por ali, no restaurante White, ambiente simpático, preço razoável.

No outro dia, com bastante sol, fomos para a praia do Forno, outra praia bem pequena, com pouca estrutura, areias vermelhas e água muito tranquila, conseguimos ver várias tartarugas que vinham até muito perto da areia. No meio da tarde saímos de lá e fomos conferir a João Fernandes, uma outra das mais conhecidas. Bastante movimentada e com muitas opções de restaurantes e bares, também de águas tranquilas. Na saída fomos ao mirante João Fernandes, de onde se tem uma bela visão do pôr-do-sol. A melhor coisa de Búzios é que as praias são bastante próximas do centro em sua maioria, de carro daria no máximo uns 15 minutos para qualquer uma delas, eu acredito.

Tartaruga na praia da Ferradurinha
Praia da Ferradurinha
Entrada da praia do Forno
Praia do Forno
Praia João Fernandes no final da tarde
Pôr-do-Sol visto do mirante João Fernandes

Foi um bom passeio para retomarmos viagens depois de tanto tempo praticamente sem sair de casa. E é um lugar que vale mais visitas, com mais tempo no futuro.





Montanhas e natureza

8 09 2021

Sou um apaixonado por viagens, se você me conhece minimamente já sabe disso, não é novidade… Mas há um tipo de viagem que no geral me atrai mais, acaba geralmente me trazendo mais prazer. Não que eu não goste de passeios urbanos, culturais, gastronômicos e afins. Mas pra mim, um movimento de ficar um tempo em meio à Natureza, preferencialmente desconectado do resto do mundo, isso traz todo um encanto a mais. Cachoeiras, então, são a “cereja do bolo”, ainda mais se der pra tomar aquele banho gelado…

Aí acontece que resolvi fazer um post genérico, com uma seleção de fotos no meio da natureza, até para matar um pouco das saudades, sem estar falando de um local ou viagem em especial…

Na Chapada dos Guimarães (MT)
Cachoeira do Taboleiro, na Serra do Cipó (MG)

Quando estou no alto de uma montanha, ou numa trilha no meio do nada, o que sinto nesses momentos, e que me satisfaz, é algo que me traz uma sensação boa de paz, de tranquilidade, e de conexão com a natureza, com o divino, com algo que transcende esse plano, algo mais do que uma simples desconexão com a vida do “dia-a-dia”.

Uma das casas onde me hospedei na Chapada Diamantina (BA)

De tempos em tempos eu sinto que preciso de momentos assim, de “descompressão”, de estar só comigo mesmo, ou ao menos com pessoas diferentes, que no geral – e isso é uma outra coisa que adoro nesse tipo de viagem – são pessoas com uma energia muito boa, um astral muito bom, e por vezes acabam se tornando amigos, ou companheiros para novas viagens, trocas de dicas e experiências, etc. A minha ida ao Nepal contou com dicas de amigos que conheci no Monte Roraima, para onde só fui por conta de um contato que conheci na Serra Fina; na Serra Negra fiz amizades que me chamaram para a Serra do Cipó, e por aí vai…

Por várias vezes me peguei sozinho, simplesmente quase em estado de meditação, enquanto estava no alto de uma montanha vendo as nuvens por cima, ou congelando embaixo de uma queda d’água, ou ainda olhando para a cachoeira e ficando hipnotizado pela imagem e barulho da água caindo, imaginando que ela permanece ali, caindo, por dezenas de milhares de anos, da mesma forma…

No Rocky Mountains Park, no Colorado (EUA)
Banho de cachoeira em Ilhabela (SP)
Cachoeira na Chapada dos Veadeiros (GO)
Caminhando sobre a “Devil’s Bridge”, em Sedona, no Arizona (EUA)
Trilha no Parque das Cataratas do Iguaçu (ARG)
Turma da viagem à Chapada dos Veadeiros (GO) reunida

Para mim, que não sou uma pessoa religiosa, considero essas “fugas para o mato” como o meu momento de comunhão com a natureza, de conexão comigo mesmo, momento de parar para respirar. Para sentir os cheiros, para ouvir os barulhos, dormir com o barulho de uma queda d’água bem pertinho, poder olhar para as estrelas sem luzes para atrapalhar, dormir facilmente por conta do cansaço, sem se importar minimamente em estar em uma barraca, em um saco de dormir…

Uma das minhas fotos preferidas, tirada pelo guia Sherpa sem que eu percebesse,
próximo ao Annapurna, no Nepal
Olhando as nuvens por cima, no alto do Monte Roraima
Geleira em Puerto Natales, no Chile
Nadando nos Lençóis Maranhenses
Olhar de despedida na Chapada Diamantina
Olhando para o vale em Gonçalves (MG)
Parada pra pose na Travessia Petrópolis-Teresópolis

E o que faz uma pessoa como eu, que gosta tanto desse tipo de viagem, que vive em São Paulo, cidade grande, e enfrenta uma pandemia durante a qual fica impossibilitado de viajar? Pois então… essas experiências não podem ser vividas no mundo virtual, ao menos por enquanto a tecnologia ainda não permite isso… podem então imaginar a crise de abstinência pela qual estou passando… a única viagem nos últimos tempos foi uma “fugida” para São Luiz do Paraitinga, numa pousada/refúgio que conheço há bastante tempo para um final de semana, e somente agora, setembro de 2021, estamos tentando planejar uma viagem um pouco mais longa, mas ainda com muitas restrições e cuidados, pois apesar da vacinação estar avançando, a pandemia ainda deve ser motivo de preocupação por um bom tempo…

Espero no futuro poder novamente planejar viagens com um pouco mais de segurança, e em especial conseguir continuar conhecendo lugares especiais, com paisagens lindas e experiências que vão ficando para o resto da vida…

“Viajar é fatal para o preconceito, intolerância e ideias limitadas”
– Mark Twain