
Em abril de 2022 arrumei um programa diferente pra fazer: travessia de caiaque no Saco do Mamanguá, em Paraty, litoral sul do Rio de Janeiro. Nunca tinha andado de caiaque mais do que alguns poucos metros em praia tranquila ou rio. Procurei me informar para saber se seria indicado para iniciantes, peguei as dicas e lá fui eu! Encontro marcado com a turma logo cedo pela manhã, tive minhas primeiras instruções com o Fuchs, da Aroeira Outdoor e Eclipse Caiaques, dentre elas onde guardar minhas coisas para transportar no caiaque, descobri o que era uma “saia” e como segurar corretamente o remo (como eu disse, eu era totalmente iniciante!).
Seriam 3 dias no total, saindo da pequena praia de Paraty Mirim e voltando para o mesmo ponto. O roteiro do primeiro dia seria a descida pela costa até a entrada do Saco do Mamanguá, passando por um trecho “desabrigado”, na passagem para o mar aberto, virar à direita para entrar no “saco” propriamente dito (veja imagem), onde almoçaríamos do lado direito, e após o almoço atravessaríamos para o lado esquerdo onde iríamos passar a noite.
Logo após a curva para entrada no saco, após as primeiras “sacudidas” para me habituar com o caiaque, a água ficou mais calma e já estava querendo chegar no almoço. Porém, por conta da maré ter subido muito, não tínhamos onde parar com os caiaques. Mudança de planos, já iniciamos a movimentação para o lado esquerdo, a fome batendo forte.

Chegando na base, estacionamos os caiaques, almoçamos, arrumamos as coisas e já fomos para uma trilha, para o topo do Pão de Açúcar do Mamanguá. 400 metros de altura, trilha de pouco mais de 2km para subir. De lá de cima, consegue-se uma vista maravilhosa do saco e das montanhas nos arredores.



Valeu muito a pena a caminhada até lá em cima (se bem que, em se tratando de trilhas e caminhadas, sou suspeito…), apesar do vento bem forte que batia lá em cima. E depois da subida, claro, tem a descida… descemos, tomamos banho (me dei mal, entrei no banheiro que estava sem água quente!) e fomos jantar, para depois de um papo com o pessoal, irmos dormir para aguardar a remada do dia seguinte.
No dia seguinte, após o café da manhã, saímos pra remar: primeira parada foi na casa de um senhor que vive na região e que faz canoas, tanto em miniatura quanto em tamanho natural. Ele nos mostrou como faz e fez a miniatura em poucos minutos, a partir de um pedaço de madeira, com uma perfeição notável…

Depois dessa parada, seguimos remando mais um tanto, até entrar numa área de mangue, com mata mais fechada, uma paisagem diferente, também muito bonita, e um pouco abrigada do sol que estava bem forte naquele dia.

Chegando num ponto específico no meio da mata, criamos um grande estacionamento de caiaques e seguimos por uma trilha para a cachoeira onde iríamos poder nos refrescar, dar uns mergulhos e também almoçar.

Depois de uma caminhada curtinha no meio da mata, chegamos à cachoeira! Na verdade uma corredeira com um poço bem gostoso para banho, valeu uns mergulhos.



Após o almoço na cachoeira (tinha até mesa retrátil levada pelo guia), caminhada de volta para a nossa última noite no Saco do Mamanguá, brindada com um belo luar…

Dia seguinte, carregar os caiaques para começar a remada de volta. Não sem uma parada logo antes da saída do saco, para almoço e passada em outra cachoeira, essa mais alta e vistosa do que a do mangue.





E na última “pernada” (ou “braçada”), acabei trocando de caiaque e fui num duplo. Meu ombro esquerdo andava dando umas reclamadas, e uma das companheiras de excursão gentilmente cedeu a vaga dela com o marido no caiaque duplo e levou o meu simples… foi legal, terminando de um jeito diferente…

E assim terminou o meu passeio de 3 dias na minha primeira experiência de caiaque oceânico. Talvez venham outras no futuro, quem sabe…























































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